O presidente da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), deputado
Tadeu Leite (MDB), recebeu elogios do senador
Rodrigo Pacheco (PSD) durante a
agenda do presidente Lula (PT) em Montes Claros, na região Norte do estado, nesta sexta-feira (29).
Ex-presidente do Congresso e
favorito do petista para disputar o governo mineiro nas eleições de 2026, Pacheco elogiou o trabalho do parlamentar à frente do Legislativo e destacou a articulação de Tadeuzinho nas negociações do
Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados com a União (Propag). “Seguramente, no caso do Tadeu, o Norte de Minas tem que ter muito orgulho de ter, depois de 50 anos, um deputado de sua terra chefiando o Poder Legislativo”, afirmou o senador, referindo-se ao deputado natural de Montes Claros.
Pacheco também ressaltou a participação do presidente da ALMG na busca por soluções para “o maior problema de Minas Gerais": a dívida do estado com a União, que atualmente ultrapassa os R$ 160 bilhões e que
deve chegar a R$ 180 bilhões até o fim de 2025. “Essa questão é capaz de ser solucionada por uma iniciativa de várias mãos e que, com Tadeu Leite, teve uma mão muito preponderante e determinante”, destacou o senador, autor do projeto que deu origem ao novo arcabouço fiscal.
Adiamento do prazo
Ainda nesta sexta-feira, em Contagem,
deputados federais e estaduais da esquerda entregaram um documento ao presidente Lula solicitando a prorrogação do prazo inicialmente previsto no Propag para a avaliação de ativos e estatais a serem entregues à União como forma de abater a dívida de Minas.
A iniciativa, articulada pelos parlamentares, contou com o apoio do presidente da ALMG —
que esteve em Brasília na última semana para tentar negociar a extensão dos prazos com a ministra-chefe da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República,
Gleisi Hoffmann (PT).
O decreto que criou o programa determina que os estados interessados enviem, até o dia 31 de outubro, as propostas de renegociação, incluindo a lista de estatais e ativos que serão ofertados ao governo federal. No entanto, o
Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), responsável pela avaliação, já declarou que não terá tempo hábil para concluir o cálculo dos bens até a data-limite.
Na Assembleia Legislativa, tramitam — com mobilização do vice-governador
Mateus Simões (Novo) — os
projetos do “pacote” Propag, composto por uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) e doze projetos de lei que viabilizam a adesão de Minas ao programa.
Para o Executivo estadual, a aprovação das propostas abriria caminho para a quitação de 20% da dívida. No entanto, apesar da oposição, o governador Romeu Zema (Novo) defende que parte da estratégia envolve tentar aprovar a privatização de estatais como a Copasa e a Cemig —
o que o presidente Lula já declarou não apoiar.
Agenda no Norte de Minas
Em Montes Claros, o presidente Lula também inaugurou o Centro de Tecnologia e Inovação, conhecido como Acelen Agripark, voltado para a pesquisa e produção da
macaúba — matéria-prima utilizada na fabricação de Combustível Sustentável de Aviação (SAF) e Diesel Verde (HVO).
Segundo o governo federal, foram investidos R$ 314 milhões no projeto, sendo R$ 258 milhões financiados pelo BNDES.
Na próxima semana, o
presidente retorna à Minas Gerais para cumprir agenda em Belo Horizonte.