A
Polícia Federal (PF) indiciou o deputado estadual
Rodrigo Bacellar (União Brasil-RJ), o ex-deputado estadual Thiego Raimundo do Santos Silva, conhecido como
TH Joias (sem partido), e outras três pessoas sob suspeita de vazar informações sigilosas para integrantes do
Comando Vermelho (CV).
Durante as investigações, um desembargador do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2), Macário Judice Neto, chegou a ser preso, mas não foi indiciado devido à Lei Orgânica da Magistratura, que impede esse tipo de procedimento.
Segundo a PF, os investigados, indiciados pelos crimes de organização criminosa, obstrução à Justiça envolvendo
organização criminosa e favorecimento pessoal, teriam praticado tráfico de influência envolvendo os Poderes Legislativo e Judiciário.
Bacellar, além de deputado estadual, também era presidente da
Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) quando foi preso, no dia 3 de dezembro, pela PF, na Operação Unha e Carne.
Ele é suspeito de ter vazado informações da Operação Zargun, deflagrada em setembro, para o então deputado estadual TH Joias, que também foi preso.
No dia 9 de dezembro, no entanto, ele deixou a prisão após decisão do
Supremo Tribunal Federal (STF), que substituiu a detenção por medidas cautelares.
Bacellar, porém, foi afastado da presidência da Alerj.
Já
TH Joias foi preso por tráfico de drogas, corrupção e lavagem de dinheiro, suspeito de negociar armamentos com o Comando Vermelho. O ex-deputado assumiu o mandato em junho do ano passado, mas perdeu a cadeira na Assembleia após a prisão.
À
CNN, a defesa de Bacellar afirmou que “inexiste qualquer elemento probatório que pretenda lhe imputar participação em ilicitude e/ou vazamento; ao contrário, há apenas ilações desamparadas”.