O presidente da
Segundo Attiê, a produção de vacinas com a bactéria C, prevista em contato vigente desde 2009, já seria interrompida pelo fim da fabricação da proteína necessária de forma isolada pela GSK.
Ele explica que o contrato cuja descontinuidade foi anunciada no ano passado trata sobre a produção da vacina contra a meningite ACWY, cuja produção foi firmada em contrato em 2022. Attiê argumenta que a produção do imunizante exige um investimento bilionário.
“Nós anunciamos a descontinuidade do que foi celebrado em 30 de dezembro de 2022, um contrato para fazer aliança estratégica para fazer quatro bactérias, a vacina com a bactéria ACWY Meningococcus. Essa que nós estamos descontinuando porque essa C já ia acabar de qualquer jeito e não houve a transferência tecnológica nessa que é mais simples: nunca conseguimos fabricar 0,1 ml dessa vacina dentro da Funed. [...] A Fábrica de vacina meningocócica tem uma nos Estados Unidos, da Pfizer; nenhuma no México nem no Canadá ou no Brasil; tem duas na Europa; duas na na Índia; e duas na China. Isso não é assim, os investimentos para se fazer uma fábrica de ACWY e se produzir 20 milhões de doses, são de R$ 2 bilhões e não é só capital. Uma fábrica dessa demora três anos para ficar pronta, depois para a Anvisa liberar demora mais quatro e a mão de obra tem que ser vinda do exterior”, argumentou.
Veja a entrevista completa:
Críticas da oposição
O anúncio do fim do contrato gerou críticas por parte da oposição ao governador Romeu Zema (Novo) na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG). A Casa chegou a sediar uma audiência pública em outubro do ano passado para debater o tema. Em 16 de fevereiro, também em entrevista à jornalista Bertha Maakaroun, o
“Eu fiz uma audiência pública na Assembleia e convoquei o presidente da Funed para tratar sobre esse assunto, pois em uma primeira audiência, ele não foi. Ele simplesmente disse que não tinha ciência do contrato que existia entre o Ministério da Saúde e a Funed para a produção da vacina contra meningite nacionalmente. O