A polarização das eleições em Minas Gerais pode encolher o espaço para partidos de centro no Congresso Nacional. O Partido Liberal, por exemplo, tem 10 deputados e quer ultrapassar 15.
A bancada do Partido dos Trabalhadores na Câmara também tem 10 parlamentares, e a federação quer chegar a 15, embora muitos acreditem que essa meta seja ousada. Se PT e PL atingirem seus objetivos, os dois partidos terão pelo menos 30 deputados, mais da metade das 53 cadeiras de Minas.
O PL tem estratégias definidas: mantém ou filia campeões de votos, conta com um meio de chapa importante (candidatos com menos chances de serem eleitos, mas com expressiva quantidade de votos) e aposta no fator Nikolas Ferreira, deputado federal recordista de votos no Brasil. Estima-se que o parlamentar, que na última eleição teve cerca de 1,5 milhão de votos, chegue aos 2 milhões.
O PT tem uma chapa com deputados federais eleitos e bem votados e acrescenta nomes como o vereador Pedro Rousseff — que pode ser o recordista — e a deputada Lohana França (PV). O deputado federal Janones, que na última eleição teve cerca de 230 mil votos, pode ser um novo filiado, embora ainda não haja confirmação. Os petistas se debruçam, no momento, sobre a composição do meio de chapa. PCdoB e PSB são partidos da federação que, na última eleição, não conseguiram eleger seus quadros.
Enquanto isso, os partidos de centro e de centro-direita podem se espremer na disputa pelas outras 23 vagas.