A mobilidade urbana já passa por mudanças com a ampliação de parcerias com o setor privado. Cidades como Rio de Janeiro e municípios do estado de São Paulo apostam em
Em 2022, o transporte metroviário de Belo Horizonte foi concedido à iniciativa privada, com a promessa de investimentos bilionários. O projeto, já em execução, prevê a criação de novas estações e a implantação da Linha 2 até o Barreiro, demanda histórica dos moradores da região.
O presidente da concessionária Metrô BH, Cláudio Castro, afirma que as obrigações contratuais incluem a reforma das estações existentes e a construção da nova linha.
“Já realizamos a reforma das 19 estações existentes, garantindo acessibilidade, modernizando as estruturas com troca de equipamentos e construção de banheiros acessíveis. Na primeira quinzena de fevereiro, inauguramos a estação Novo Eldorado, a primeira nova estação do nosso projeto. Também temos a obrigação de implantar, operar e manter a nova Linha 2”, detalha.
Cláudio Castro, presidente da concessionária Metrô BH
Com as mudanças, usuários do transporte metroviário relatam melhorias no deslocamento. O estudante Rafael Alves afirma que integra metrô e ônibus no trajeto diário.
“Eu moro do outro lado de Belo Horizonte e tenho parentes aqui. Então pego um ônibus e depois o metrô, que é muito rápido. Levo, em média, meia hora para atravessar BH. Pego o ônibus lá, depois o metrô, e em meia hora consigo atravessar a cidade”, celebra.
Moradora do bairro Nova Suíça, a artesã Soraia Pascoal também comemora a proximidade com o sistema. “Eu ganhei na loteria com o metrô atrás da minha casa. É só virar a esquina e já estou lá dentro. Agora vou torcer para ficar pronto o mais rápido possível”, afirma.
Com a implantação da nova linha, cresce a expectativa de ampliação do sistema para outros destinos, como cidades da Região Metropolitana e o Aeroporto Internacional de Belo Horizonte, em Confins. O CEO do BH Airport, Daniel Miranda, afirma que a ligação por trilhos até o terminal é um plano antigo.
“Quando o aeroporto foi projetado, na década de 1980, já se pensava na implantação de um transporte sobre trilhos ligando o terminal a Belo Horizonte. E isso nunca aconteceu”, explica.
Daniel Miranda, CEO do BH Airport
Em outra modalidade, o BRT, já consolidado em outras capitais, pode chegar à Avenida Amazonas, em Belo Horizonte. Um projeto com previsão de entrega em 2030 prevê a
“Se você pega uma foto da Amazonas na década de 1980 e tira uma foto hoje, é a mesma sensação, o mesmo aspecto. Não apenas da avenida, mas também do seu entorno, que não se desenvolveu”, comenta.
Leandro Pereira, secretário municipal de Obras
Apesar dos avanços, estações inteligentes e a ampliação da frota de ônibus elétricos ainda estão em fase de planejamento na Região Metropolitana. Para o presidente da Confederação Nacional do Transporte, Vander Costa, a expansão desse modelo depende da infraestrutura energética.
“É um transporte que já existe. A frota de ônibus elétricos ainda é pequena, mas é preciso ter energia elétrica disponível na hora de carregar os veículos. Não adianta colocar um ônibus elétrico para ele depender de gerador a diesel”, afirma.
Vander Costa, presidente da Confederação Nacional do Transporte (CNT)
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