Minas Gerais avança em projetos que preveem parcerias com o setor privado na educação. Diversos municípios do estado já exploram esse modelo. Na capital, Belo Horizonte, 63 escolas públicas de ensino infantil e fundamental são construídas e geridas por meio de
Moradores de BH, como o comunicador André Magalhães,
“Só de chegar em frente a uma EMEI, as próprias cores dizem que ali é um espaço alegre, bem colorido e lúdico. A beleza externa também reflete no interior da unidade: é tudo muito bonito e novo. O banheiro é extre mamente limpo, as portas estão todas funcionando, não tem pia quebrada ou falta de objetos. Tudo funciona e, a cada período de férias das crianças, há um processo de construção ou de renovação de algum espaço, como o parquinho, que foi reconstruído recentemente”, detalha.
André Magalhães ao lado da filha, de cinco anos, aluna de uma EMEI no bairro Castelo
A professora Analise de Jesus da Silva, especialista em educação,
“Isso afeta diretamente o desempenho das pessoas durante o estudo. Um ambiente que é seguro, iluminado, equipado, com laboratório, biblioteca e sala de descanso, promove mais condições de aprendizagem”, conta.
A especialista também alerta para as consequências da falta de infraestrutura adequada no ambiente educacional. “Salas de aula superlotadas, falta de recursos e de infraestrutura geram desinteresse. Isso provoca abandono, evasão e baixo rendimento na aprendizagem”, afirma.
Analise de Jesus da Silva, professora e especialista em educação
O secretário estadual de Educação, Rossieli Soares, diz que, nos modelos de PPP aplicados à educação no estado, a parte pedagógica permanece sob responsabilidade do poder público.
“Os pais podem observar um serviço diferente, uma escola com mais qualidade. Em relação à funcionalidade, continua sendo a mesma. Os procedimentos para escolha da direção e contratação dos professores continuam, assim como a escolha do livro didático, que ainda é currículo do Estado”, explica.
O secretário acrescenta que o processo de matrículas não é alterado com a implementação da PPP. “Quem define quem vai estudar em determinada escola é o sistema de matrículas do Estado de Minas Gerais. O que prezamos nesse modelo é aquilo de maior necessidade, como climatização e outras funcionalidades de serviços”, finaliza.
Rossieli Soares, secretário estadual de Educação
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