Parcerias Público-Privadas ampliam estrutura da saúde em Belo Horizonte

58 centros de saúde foram entregues por meio deste modelo de financiamento na cidade; outros 69 entregas estão previstas em contrato

Hospital Metropolitano Dr. Célio de Castro, na região do Barreiro, funciona desde 2015 em modelo de PPP

Atualmente, Belo Horizonte é referência na construção e operação de hospitais e centros de saúde com parceria privada. No setor, outras Parcerias Público-Privadas (PPPs) também são reconhecidas em Salvador (BA), Manaus (AM) e no Rio de Janeiro.

Na capital mineira, o Hospital Metropolitano Dr. Célio de Castro, na região do Barreiro, funciona desde 2015 em modelo de PPP. A unidade conta com uma empresa responsável pela manutenção, construção e serviços não clínicos. Já o atendimento aos pacientes é de responsabilidade do Sistema Único de Saúde (SUS).

Em Belo Horizonte, 58 centros de saúde foram entregues por meio de parceria privada, além de outros 69 previstos em contrato com a empresa parceira. Uma das unidades fica no Aglomerado da Ventosa, na região Oeste, e foi inaugurada em 2022.

Os moradores da região já aprovam a unidade. Décio Adriano dos Santos, de 68 anos, usuário do sistema, elogia o centro. “A estrutura é muito boa, física e o atendimento é excelente. Não tenho o que reclamar. Há muitos anos eu consulto aqui e faço acompanhamento”, conta.

Apesar do avanço de investimentos e obras, essa realidade ainda não chegou a outros equipamentos, como UPAs e postos de saúde da capital. A aposentada Maria Loures sente falta de um programa semelhante nessas unidades.

Ela relata demora na realização de exames básicos e dificuldade de atendimento. “Tem um ano e meio que não faço exames e, agora que consegui, preciso de uma consulta para leitura dos resultados. Não estou bem de saúde, e a previsão de consulta é só para abril”, relata.

Iniciativa em expansão

O superintendente da Superintendência de Desenvolvimento da Capital (Sudecap), Leonardo José Gomes Neto, elogia o programa e defende a expansão.

“É um caminho que já está sendo seguido, dá certo e precisa ser ampliado para outros serviços. As pessoas de Belo Horizonte que vão hoje a um centro de saúde em modelo de PPP não têm dúvida de que estão entrando em uma unidade de primeiro mundo. E ele é mantido pela parceria, na parte de estrutura, inclusive limpeza”, afirma.

Leonardo José Gomes Neto, superintendente da Superintendência de Desenvolvimento da Capital (Sudecap)

Na rede estadual de saúde, há o projeto de construção do Complexo Hospitalar Padre Eustáquio, em modelo de PPP semelhante ao do hospital do Barreiro. Com previsão de entrega até 2029, o prédio deve reunir quatro hospitais antigos da capital. O secretário estadual de Saúde, Fábio Baccheretti, explica a proposta.

“Nós lutamos diariamente para manter com a melhor estrutura possível para a população, para o usuário e também para os servidores. Temos prédios que não possuem rede elétrica capaz de suportar climatizações obrigatórias, como o ar-condicionado central em CTIs e blocos cirúrgicos. Há ainda unidades tombadas que não podem ser reformadas para reduzir o risco de infecção hospitalar. Além disso, quando se divide a assistência em vários prédios menores, você replica custos”, detalha.

Fábio Baccheretti, secretário estadual de Saúde

Confira a reportagem completa:

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Jornalista graduado pela PUC Minas; atua como apresentador, repórter e produtor na Rádio Itatiaia em Belo Horizonte desde 2019; repórter setorista da Câmara Municipal de Belo Horizonte.
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