STF adia para março julgamento sobre suspensão de ‘penduricalhos’ no funcionalismo

Decisões que suspendem verbas usadas para ultrapassar o teto salarial seguem válidas até análise definitiva da Corte

Os ministros Gilmar Mendes e Flávio Dino

O Supremo Tribunal Federal (STF) adiou para o dia 25 de março o julgamento que vai decidir se mantém a suspensão de pagamentos que permitem a servidores do Judiciário e do Ministério Público receber benefícios que ultrapassem o teto salarial do funcionalismo - conhecidos como “penduricalhos”.

Até o novo julgamento, continuam valendo as decisões provisórias dos ministros Flávio Dino e Gilmar Mendes que interromperam esses pagamentos em todo o país.

Durante o julgamento desta quinta-feira (26), o ministro Gilmar Mendes fixou prazo de 45 dias para que tribunais e Ministérios Públicos suspendam pagamentos baseados em leis estaduais ou atos administrativos. Ele também proibiu qualquer tentativa de antecipar ou acelerar repasses antes do fim do prazo.

Segundo a decisão, apenas valores que já estavam previstos no orçamento poderão ser pagos. A criação de novos benefícios ou inclusão de novos beneficiários está proibida.

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Flávio Dino aderiu ao mesmo prazo e alertou que não devem ser adotadas medidas para contornar as decisões do Supremo enquanto o caso não for julgado de forma definitiva.
Presente no julgamento, o presidente do STF, ministro Edson Fachin, afirmou que o tema exige diálogo entre os três Poderes e informou que foi criada uma comissão técnica para estudar uma regra de transição até que o Congresso aprove uma lei nacional sobre o assunto.

Supervisor da Rádio Itatiaia em Brasília, atua na cobertura política dos Três Poderes. Mineiro formado pela PUC Minas, já teve passagens como repórter e apresentador por Rádio BandNews FM, Jornal Metro e O Tempo. Vencedor dos prêmios CDL de Jornalismo em 2021 e Amagis 2022 na categoria rádio

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