O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou nesta sexta-feira (27) a atuação do governo de Minas Gerais na preparação para o período de chuvas. Sem citar o governador Romeu Zema (Novo), afirmou que o estado ainda não apresentou projetos para obras de prevenção a desastres, apesar de ter recursos reservados no Novo PAC. Na Zona da Mata mineira,
A declaração foi feita durante a 6ª Conferência Nacional das Cidades. Segundo Lula, Minas tem R$ 3,5 bilhões previstos no PAC para obras de contenção de encostas e drenagem, mas as contratações dependem da apresentação de projetos pelo governo estadual.
“Minas Gerais tem R$ 3,5 bilhões para fazer obra de encosta e drenagem. O governador precisa apresentar os projetos para que as obras sejam contratadas. Até agora não apresentou nenhum”, disse.
O presidente
Ele também defendeu maior responsabilidade dos gestores municipais no ordenamento urbano. Segundo o presidente, prefeitos sabem previamente quais áreas não oferecem condições seguras de moradia.
Ministro reforça cobrança
O ministro das Cidades, Jader Filho, também mencionou a situação de Minas ao defender a ampliação das políticas de prevenção. Segundo ele, desde o início do atual governo o estado recebeu R$ 3,5 bilhões para obras estruturantes de contenção e drenagem.
Ao comentar as chuvas na Zona da Mata, afirmou que os episódios recentes evidenciam a necessidade de planejamento contínuo.
Jader comparou ainda os investimentos atuais com os da gestão anterior. Segundo ele, o governo passado destinou R$ 6 milhões para ações preventivas em todo o país, enquanto a atual administração prevê mais de R$ 32 bilhões.
O ministro citou outros repasses para Minas, como R$ 60 milhões para saneamento básico, mais de R$ 500 milhões para regularização fundiária e cerca de R$ 50 milhões para mobilidade urbana.
Críticas a governos anteriores
Durante o discurso, Lula voltou a criticar a extinção do Ministério das Cidades em governos anteriores e a interrupção de políticas urbanas.
Sem mencionar nomes, afirmou que houve gestões que “destruíram políticas públicas” e defendeu investimentos em urbanização, saneamento e contenção de encostas como medidas essenciais para evitar novas tragédias.
A 6ª Conferência Nacional das Cidades reúne representantes de estados e municípios para discutir diretrizes de políticas urbanas. O evento ocorre 13 anos após a última edição.