A Copasa afirmou que não tinha conhecimento sobre o processo em que
Em nota enviada à Itatiaia, a Copasa afirma que os processos corriam sob sigilo de Justiça e que todos os fatos delatados pelo executivo dizem respeito a períodos anteriores à chegada de Amadeo ao conselho da companhia.
“A eleição de membros para o Conselho de Administração da Copasa cumpre rigorosamente os ritos de governança estabelecidos pela Lei das Estatais (Lei nº 13.303/2016) e pela Lei das S.A. (Lei nº 6.404/1976). No ato da investidura, são exigidos todos os documentos comprobatórios dos requisitos de elegibilidade. A Copasa reitera seu compromisso com a transparência e informa que, diante da formalização do pedido de renúncia do conselheiro na quinta-feira (12/02), procedeu com a imediata divulgação de Fato Relevante ao mercado e aos seus acionistas”, diz trecho da nota.
Amadeo renunciou à presidência do Conselho Admnistrativo na quinta-feira (12) após a
Amadeo compôs o conselho da Copasa desde 2022 e presidiu o colegiado durante o processo de privatização da empresa. A venda da companhia de saneamento foi
Amadeo responde ao processo em que acertou a delação no Supremo Tribunal de Justiça (STJ) em prisão domiciliar. Segundo o conteúdo dos relatos expostos na reportagem, ele confessa ter coordenado um esquema milionário de pagamento de propinas que movimentou cerca de R$ 63 milhões em propinas entre 2010 e 2018.
O grupo operava por meio de notas frias; contratos fictícios de prestação de consultoria ou locação de equipamentos; e vantagens indiretas (como compra de imóveis e veículos de luxo para políticos) para garantir licitações para a Aegea, empresa privada de saneamento.
Amadeo na Copasa
Hamilton Amadeo começou a integrar o Conselho de Administração da Copasa em 2022 e foi o presidente do colegiado durante o processo de privatização da empresa. A venda da companhia de saneamento foi
O debate na Casa se deu no âmbito das discussões sobre o Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag) e foi o mais polêmico e arrastado de um pacote com mais de dez propostas.
O PL 4.380/2025 teve sua tramitação precedida por uma
A privatização da Copasa, bem como da Gasmig e da Cemig, já integrava a pauta do governo Zema desde o primeiro mandato, mas ganhou novo fôlego com a criação do Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag). Com o projeto permitindo a privatização e federalização de ativos como forma de pagar a dívida com a União, vários projetos da pauta privatista do Executivo andaram na Assembleia após anos parados, incluindo os imóveis do estado.