Vereadora de Esmeraldas, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, Vaninha do Urucuia (Cidadania) passa por um processo na Câmara Municipal da cidade que tenta cassar seu mandato devido a uma fiscalização feita em um espaço público: o Hospital 25 de Maio, onde ela conta que foi chamada por pacientes para verificar as condições do espaço.
A história foi contada por ela e sua advogada, Liliane Noaco, durante o programa Itatiaia Agora, com William Travassos, nessa quinta-feira (12).
Vaninha é acusada de quebra de decoro parlamentar e uma comissão processante, que começou com uma denúncia feita por um homem contra quem ela tem uma medida protetiva por ameaças sofridas no passado, analisa se ela vai, ou não, perder o mandato. “Pela primeira vez, vejo na minha cidade um vereador passando por isso”, relata.
“Eu estava fazendo o meu papel, o meu poder de fiscalização. Fui ao hospital fiscalizar, onde fui chamada por pacientes e pessoas que estavam lá, e até hoje não entendo porque os Poderes, os direitos estão mudados”, desabafa a parlamentar.
Sua advogada afirma que ela não adentrou áreas restritas e gravou um vídeo apenas na porta do hospital, “como qualquer cidadão poderia ter feito”. “Não excedeu a prerrogativa dela. A denúncia é contraditória e bastante inepta. Qualquer um pode mostrar uma fila do lado de fora do hospital”, defende.
“Chamaram a polícia para mim. Eu disse para a secretária de Saúde, para a diretora (do hospital) e para o prefeito, que polícia a gente chama para bandido”, disse a vereadora. “Estou pasma até hoje. A perseguição política, estou sofrendo há cinco anos, de governo, de Câmara Municipal”, completa.
Vaninha se diz perseguida pela administração municipal por ter denúncias contra o prefeito e cita supostos usos indevidos de recursos da Vale e licitações problemáticas. “Acredito eu que as denúncias geraram essa situação”, frisa. A vereadora faz parte de um grupo seleto de três parlamentares de oposição à prefeitura, contra 12 da base do prefeito.
A reportagem da Itatiaia procurou a Prefeitura de Esmeraldas e a Câmara Municipal. Não houve retorno.