PBH anuncia aporte de quase R$ 500 mil para contratar catadores autônomos no Carnaval

Os recursos serão repassados pela Superintendência de Limpeza Urbana (SLU) a quatro cooperativas, a partir de aditivos aos contratos vigentes de coleta seletiva

Anúncio foi feito pelo prefeito de Belo Horizonte, Álvaro Damião (União Brasil), nesta quinta-feira (12)

A Prefeitura de Belo Horizonte anunciou, nesta quinta-feira (12), que vai destinar R$ 499,3 mil para contratação de catadores autônomos que vão atuar na coleta seletiva de resíduos gerados durante os quatro dias de Carnaval na cidade, por meio do projeto Reciclabelô. Os recursos serão repassados pela Superintendência de Limpeza Urbana (SLU) a quatro cooperativas, a partir de aditivos aos contratos vigentes de coleta seletiva.

Leia também

De acordo com o Executivo municipal, o valor permitirá o pagamento de diárias mínimas de R$ 150 a cada catador autônomo que participar da ação. Os recursos serão repassados às cooperativas Asmare (Associação dos Catadores de Papel, Papelão e Material Reaproveitável), Coopersoli Barreiro (Cooperativa Solidária dos Recicladores e Grupos Produtivos do Barreiro e Região), Coopesol Leste (Cooperativa Solidária dos Trabalhadores e Grupos Produtivos da Região Leste) e Associrecicle (Associação dos Recicladores de Belo Horizonte).

A prefeitura ainda vai disponibilizar ao programa uma estrutura fornecida pela Belotur no valor de R$ 114,2 mil, que inclui quatro centrais de triagem equipadas com tendas, jogos de mesas e cadeiras, energia elétrica, caixas térmicas, gelo, água e segurança privada 24h. Também serão disponibilizados 80 big bags, dos quais 20 serão para cada central, para uso na separação dos materiais coletados durante o Carnaval. O projeto tem a parceria da Copasa, Ministério Público de Minas Gerais, Tribunal Regional do Trabalho da 3° Região (TRT) e Ministério Público do Trabalho (MPT).

O prefeito de Belo Horizonte, Álvaro Damião (União Brasil), afirmou, em coletiva de imprensa, que o programa corrige desigualdades do passado. “Foi tudo feito com muito esforço, mas feito com muito carinho, porque a gente entende que essas pessoas, como elas mesmo reclamaram aqui, são invisíveis aos olhos da sociedade. Para nós, não. Para o prefeito, não. Para mim, eu estou com os olhos, com os com o olhar atento a elas para poder melhorar a vida dessas pessoas, das mais simples principalmente, aquelas que mais precisam, que no Carnaval, numa época dessa, fazem disso a vida delas”, declarou.

Projeto de lei será encaminhado à Câmara

O prefeito ainda afirmou que vai encaminhar, já no próximo mês, um projeto de lei à Câmara Municipal de Belo Horizonte que trata do tema. Sem dar detalhes, ele explicou que a proposta ajudará a financiar a contratação dos catadores autônomos.

“Nós vamos mandar um projeto de lei para a Câmara de Vereadores, para a gente que a gente possa fazer as grandes empresas entenderem que o material que é retirado das ruas por esses catadores é justamente o material que elas usam para embalar o produto que vendem no mercado. E elas têm que nos ajudar a financiar essas pessoas e entender que essas pessoas são trabalhadoras”, defendeu.

Graduado em jornalismo e pós graduado em Ciência Política. Foi produtor e chefe de redação na Alvorada FM, além de repórter, âncora e apresentador na Bandnews FM. Finalista dos prêmios de jornalismo CDL e Sebrae.
Jornalista pela UFMG, Lucas Negrisoli é editor de política. Tem experiência em coberturas de política, economia, tecnologia e trends. Tem passagens como repórter pelo jornal O Tempo e como editor pelo portal BHAZ. Foi agraciado com o prêmio CDL/BH em 2024.

Ouvindo...