PPP’s de iluminação pública modernizam cidades e ampliam eficiência do serviço

Parcerias com a iniciativa privada aceleram a troca por LED, reduzem prazos de manutenção e reforçam a sensação de segurança

PPP’s de iluminação pública modernizam cidades e ampliam eficiência do serviço

Em cidades como Belo Horizonte, Nova Lima, São Paulo, Manaus, Porto Alegre e Joinville, a iluminação pública já é operada por meio de parcerias com o setor privado. Nesse modelo, a concessionária investe na instalação de novos equipamentos, moderniza o parque de iluminação e assume a manutenção e a melhoria contínua do serviço. Já a parte da remuneração ocorre por meio de pagamentos do poder público, com recursos vinculados à contribuição de iluminação pública.

Belo Horizonte é pioneira nesse formato. A capital conta com a concessionária de Iluminação Pública de Belo Horizonte (BHIP), responsável por cerca de 190 mil pontos de luz, todos já substituídos por luminárias de LED, mais eficientes e econômicas. O contrato prevê investimento de R$ 450 milhões ao longo de 20 anos de concessão. O diretor-presidente da empresa, Marcelo Menegatto, explica que o modelo foi contratado e entrou em vigor em 2017.

“Nós assumimos 100% dos pontos de iluminação pública aqui de BH. Inicialmente, fizemos uma manutenção para manter o que já existia minimamente disponível e, na sequência, iniciamos o processo de modernização para a tecnologia LED. Essa modernização levou três anos e, no fim de 2020, foi concluída com êxito. Belo Horizonte se tornou a primeira capital do Brasil a ter 100% de iluminação pública em LED”, conta.

Marcelo Menegatto, diretor-presidente da concessionária BHIP

A empresa também utiliza tecnologia para aprimorar a manutenção. Segundo o diretor-presidente, por meio de sistemas de monitoramento, é possível identificar quando uma lâmpada apresenta falha e até ajustar a intensidade da luz, que varia conforme a via.

“A entrada da PPP reduziu drasticamente o prazo de execução das manutenções. No passado, havia um histórico de 8 a 10 dias para executar qualquer manutenção solicitada por falha. Hoje, no máximo, temos 48 horas para realizar o serviço. Onde existem sistemas de telegestão, com monitoramento remoto a partir do nosso centro de controle, recebemos o alerta no momento em que a falha ocorre e temos, no máximo, 12 horas para corrigir o problema”, detalha.

O superintendente da Superintendência de Desenvolvimento da Capital (Sudecap), Leonardo José Gomes Neto, avalia que a parceria apresenta bons resultados.

“A gente vê como um caso de sucesso. Foi usado como exemplo, inclusive, para outras PPP’s do país. E por que funciona tão bem? Porque houve uma boa modelagem do contrato, uma boa empresa que venceu a licitação e também uma fiscalização eficiente por parte do órgão público”, afirma.

Leonardo José Gomes Neto, superintendente da Superintendência de Desenvolvimento da Capital (Sudecap)

Mais segurança

O secretário de Segurança e Prevenção de Belo Horizonte, Márcio Lobato, ressalta que cidades mais iluminadas tendem a proporcionar maior sensação de segurança à população.

“Uma cidade iluminada é menos propícia à atuação de criminosos. Imagina o seguinte: você estaciona um carro debaixo de um poste, onde a iluminação é boa, e compara com uma rua escura, sem luz. Onde é mais convidativo para arrombar um carro ou até cometer um assalto? Isso geralmente acontece onde há pouca iluminação. Eu entendo que a iluminação é, sim, uma parceira muito importante da segurança”, destaca.

Márcio Lobato, secretário de Segurança e Prevenção de Belo Horizonte

Confira a reportagem completa:

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Jornalista graduado pela PUC Minas; atua como apresentador, repórter e produtor na Rádio Itatiaia em Belo Horizonte desde 2019; repórter setorista da Câmara Municipal de Belo Horizonte.
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