Como as PPP’s ajudam governos a tirar projetos de infraestrutura do papel

Modelo permite viabilizar investimentos mesmo com orçamento limitado e reforça a qualidade da infraestrutura entregue ao cidadão

Projetos de infraestrutura ganham vida com PPPs

As Parcerias Público-Privadas (PPPs) têm se consolidado como uma das principais ferramentas para tirar projetos de infraestrutura do papel no Brasil. O modelo permite que o poder público conte com apoio técnico e financeiro da iniciativa privada para estruturar empreendimentos complexos, transformando ideias e ativos subutilizados em serviços e obras capazes de gerar impacto econômico e social.

Um dos pilares desse processo é a modelagem e a estruturação técnica especializada. Empresas públicas voltadas a esse fim, como agências e companhias de desenvolvimento, atuam para organizar estudos de viabilidade, engenharia financeira e desenho contratual. Essa etapa é decisiva para dar segurança jurídica e atratividade aos projetos, reduzindo riscos e aumentando as chances de que saiam efetivamente do planejamento para a execução.

As PPPs também ajudam a enfrentar as limitações do orçamento público. Diante da necessidade de equilibrar despesas essenciais, como saúde e folha de pagamento, o modelo permite viabilizar investimentos em infraestrutura sem depender exclusivamente do caixa imediato do governo. Como destaca Luísa Barreto Diretora-Presidente da Companhia de Desenvolvimento de Minas Gerais (CODEMGE), “O brasileiro paga muito imposto, e a gente precisa que esses impostos sejam revertidos em bons projetos, em infraestrutura de qualidade, que perdure.”

Assim, amplia-se a capacidade de entrega de obras e serviços, garantindo que os recursos públicos sejam convertidos em soluções duradouras para a população.

Outro aspecto central é o fortalecimento da governança e da transparência. A estruturação das PPP’s envolve regras claras, fiscalização e a participação de diferentes órgãos de controle, o que contribui para alinhar os projetos ao interesse público. De acordo com Luísa Barreto, nesse contexto, o patrimônio do Estado deixa de ser visto apenas como fonte de gasto e passa a funcionar como motor de desenvolvimento, gerando empregos, renda e melhoria na qualidade dos serviços oferecidos aos cidadãos.

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Jornalista formada pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC Minas), atualmente mestranda em Comunicação Social pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Já atuou na Band Minas e na TV Alterosa.
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