A prefeita de Contagem, Marília Campos (PT), cumpriu agenda nesta quinta-feira (12) em Brasília para alinhar obras e repasses federais ao município antes de deixar o cargo.
Na véspera, ela comunicou ao secretariado que deverá se desincompatibilizar até o início de abril para
Em entrevista à Rádio Itatiaia, Marília afirmou que a prioridade é evitar qualquer descontinuidade administrativa na cidade. “Eu devo concretizar esse novo desafio, que é ser candidata ao Senado em Minas Gerais, e para isso vou ter que renunciar até 4 de abril. Quero deixar tudo amarradinho, a casa arrumada”, disse ela.
Na capital federal, a prefeita teve reuniões previstas nos ministérios da Saúde e das Cidades, além de agenda na Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). Segundo ela, o objetivo é garantir o andamento de projetos já aprovados e assegurar novos repasses.
Entre as principais entregas, estão duas intervenções na BR-381, com a construção de trincheiras para melhorar a mobilidade urbana e a integração viária de Contagem. As obras serão executadas pela concessionária vencedora do leilão da rodovia. “Projetos aprovados, compromisso firmado. Vou cobrar o início desse processo”, afirmou ela.
Na área da saúde, a prefeita busca ampliar os recursos federais destinados ao município, que recentemente passou a oferecer atendimento em cardiologia. Já no Ministério das Cidades, a pauta envolve a liberação e aceleração de obras de parques urbanos incluídas no PAC.
Marília afirmou que pretende formalizar a renúncia no fim de março e organizar encontros na cidade como parte da despedida do cargo. O vice-prefeito, Ricardo Faria, deverá assumir a administração municipal.
“Tenho um sentimento contraditório. Arrumamos a terra, plantamos a semente e já colhemos frutos, mas a grande colheita virá nos próximos anos, e eu não serei a prefeita, ganhando ou perdendo a eleição. Não estou abandonando a cidade, estou abraçando um projeto maior”, declarou ela.
Questionada sobre a possibilidade de o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira (PSD), também disputar o Senado em uma chapa alinhada ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Marília afirmou que a estratégia eleitoral ainda está em discussão.
“No Senado, serão dois votos. É preciso avaliar o melhor perfil para compor e fortalecer o campo de centro-esquerda em Minas. Meu nome lidera as pesquisas, mas é uma decisão estratégica”, disse.
Ela descartou disputar outros cargos. “Só renuncio se for para o Senado. O governo do Estado não me atrai. O Senado me desafia, é um recomeço”, afirmou.
Após ter o nome aprovado pelo Grupo de Trabalho Eleitoral do PT nacional, Marília disse que aguarda o aval definitivo do presidente Lula. “Falta o abraço do Lula. Quero sentir firmeza de que estarei fortalecendo não só a minha candidatura, mas o palanque dele em Minas”, concluiu.