Quase metade dos brasileiros diz não votar em candidato indicado por Bolsonaro

Pesquisa Quaest divulgada nesta quarta (11) mostra que 49% dos brasileiros dizem não votar em nome indicado por Bolsonaro; 22% seguem a recomendação do ex-presidente

Flávio Bolsonaro e o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. Senador é o escolhido para representar a família na eleição presidencial

Pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira (11) aponta que 49% dos brasileiros não votariam em um nome indicado por Jair Bolsonaro (PL). O levantamento ainda aponta que 25% consideraria escolher um candidato apontado por ele, 22% votam em quem for apontado como sucessor pelo ex-presidente e outros 4% não souberam ou preferiram não responder. A margem de erro é de dois pontos para mais ou para menos.

A pesquisa traz ainda o cenário segmentado de acordo com o posicionamento político. Entre os bolsonaristas, a adesão é majoritária, com 73% afirmando que votariam no candidato indicado por Jair Bolsonaro e 20% dizendo que apenas considerariam o apoio.

No grupo da direita não bolsonarista, 38% declaram que votariam no indicado, enquanto a maior parcela (46%) afirma que considera a indicação, mas não decide o voto por isso.

Nos grupos de oposição, a resistência é dominante: entre os Lulistas, 90% afirmam que não votariam no candidato indicado por Bolsonaro. O índice fica em 80% entre quem se considera integrante de uma esquerda não lulista.

Já entre os independentes, a maioria (52%) declara que não votaria no indicado, embora 29% admitam considerar o apoio e 12% afirmam que votariam seguindo a indicação do ex-presidente.

Inelegível e condenado por tentativa de golpe de Estado, Jair Bolsonaro escalou seu filho, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) como representante da família e de seu séquito político para concorrer ao Palácio do Planalto nas eleições deste ano.

O levantamento foi feito entre os dias 5 e 9 de fevereiro a partir de 2.004 entrevistas com brasileiros com 16 anos ou mais e tem margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

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Repórter de política da Itatiaia, é jornalista formado pela UFMG com graduação também em Relações Públicas. Foi repórter de cidades no Hoje em Dia. No jornal Estado de Minas, trabalhou na editoria de Política com contribuições para a coluna do caderno e para o suplemento de literatura.

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