A prefeita de Contagem, Marília Campos (PT), afirmou que está decidida a disputar uma vaga ao Senado por Minas Gerais, mas ressaltou que ainda aguarda um gesto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para consolidar a temporada eleitoral.
Após ter o nome aprovado pelo Grupo de Trabalho Eleitoral (GTE) nacional do PT, Marília disse que já conta com o respaldo do partido em nível municipal e estadual, mas que o aval do presidente é fundamental para fortalecer a candidatura. “Fui abraçada pelo PT municipal, pelo PT estadual e pelo PT nacional. Agora falta o abraço do Lula”, declarou ela à Rádio Itatiaia.
A prefeita comunicou ao secretariado que deverá se desincompatibilizar até o início de abril, prazo legal para deixar o cargo e concorrer nas eleições. Segundo ela, a decisão é definitiva, desde que a candidatura ao Senado seja confirmada. “Só irei renunciar se a minha candidatura for de fato aprovada para o Senado”, afirmou.
Marília também destacou que a estratégia para a disputa envolve a formação de uma chapa competitiva no campo da centro-esquerda em Minas. Como serão duas vagas em jogo para o Senado, ela defende que a composição leve em conta pesquisas eleitorais e a viabilidade de vitória. “Não é só lançar o nome, é ter estratégia para ganhar”.
Questionada sobre a possibilidade de o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira (PSD), também entrar na disputa ao Senado, a prefeita afirmou que o cenário ainda está em aberto e será definido com base na melhor estratégia para fortalecer o palanque de Lula no Estado.
Com quatro mandatos no Executivo, Marília descartou disputar o governo de Minas ou outro cargo proporcional. “O Senado me desafia. É um recomeço, uma nova jornada”, afirmou.