A Copasa convocou seus acionistas para uma Assembleia Geral Extraordinária (AGE) em 23 de fevereiro para debater o modelo de privatização da companhia de saneamento. A reunião tem como objetivo central avaliar a
A assembleia é mais um passo burocrático necessário para viabilizar a privatização da empresa. Com a mudança estatutária promovida nesta semana e a previsão de uma golden share para o Executivo Estadual, o Governo de Minas, mesmo com a venda de sua participação na companhia, mantém a prerrogativa de vetar decisões estratégicas aprovadas pelo conselho da Copasa.
A convocação da assembleia foi publicada no Diário Oficial do estado neste sábado em nota assinada por Hamilton Amadeo, presidente do Conselho de Administração da Copasa. Acionistas da companhia que pretendem participar da assembleia de forma digital devem enviar solicitação e documentação pertinente (identidade, comprovante de titularidade de ações da B3 ou Bradesco) para o e-mail ri@copasa.com.br até o dia 21 de fevereiro. Para a participação presencial, os documentos devem ser apresentados até 20 de fevereiro na sede da empresa, no Bairro Santo Antônio, Centro-Sul de BH.
Modelo de privatização
Também nesta semana, na quarta-feira (28), foi definido que a Copasa será privatizada por meio de
A decisão foi publicada em aviso aos investidores assinado pelo
A privatização da Copasa
A privatização da companhia de saneamento foi
O PL 4.380/2025 teve sua tramitação precedida por uma
A privatização da Copasa, bem como da Gasmig e da Cemig, já integrava a pauta do governo Zema desde o primeiro mandato, mas ganhou novo fôlego com a criação do Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag). Com o projeto permitindo a privatização e federalização de ativos como forma de pagar a dívida com a União, vários projetos da pauta privatista do Executivo andaram na Assembleia após anos parados, incluindo os imóveis do estado.
O Propag prevê que estados refinanciem em 30 anos a dívida com a União e estabelece mecanismos para reduzir os juros cobrados sobre as parcelas. O projeto do Executivo Estadual é ingressar no programa abatendo 20% do estoque devido. Para obter o valor necessário na amortização da dívida, o Executivo enviou projetos para federalizar ou privatizar estatais à Assembleia.
Hoje os juros são indexados pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) mais 4% ao ano. Se o estado conseguir amortizar 20% do estoque da dívida, dois pontos percentuais da cobrança adicional são abatidos.
Outro ponto percentual pode ser abatido com o compromisso de que a economia obtida com essa redução de juros seja reinvestida no estado. O uso do valor que não será pago em forma de dívida deve, portanto, ser aplicado em ações de segurança pública, ensino profissionalizante, infraestrutura e outras áreas nevrálgicas da estrutura do estado. A venda da Copasa é defendida como forma de obter recursos para fazer tais investimentos no primeiro ano de adesão ao Propag.