Os dois campos políticos que polarizam a disputa no plano nacional - o campo lulista e o campo bolsonarista - ainda não decidiram quem serão os seus candidatos ao governo de Minas. Tal indefinição explica por que, o estado que tem o segundo maior colégio eleitoral do país seja aquele com o quadro da sucessão estadual totalmente em aberto.
O campo bolsonarista é representado em Minas pelo PL dos deputados federais
O ano de 2025 se encerrou com uma aproximação deste campo político bolsonarista com a candidatura do vice-governador Mateus Simões, que está no PSD. Mas essa aproximação subiu no telhado com as movimentações nacionais de Gilberto Kassab, presidente nacional do PSD, que
Essa aproximação também sofre resistências de parlamentares do PL ligados à segurança pública. Em Minas, o PL de Flávio Bolsonaro quer um palanque do bolsonarismo autêntico. O palanque de Mateus Simões talvez não lhe convenha agora que, no plano nacional, a terceira via irá disputar com Flávio Bolsonaro a posição no segundo turno presidencial.
As atenções se voltam para o senador Cleitinho, quem Mateus Simões gostaria de retirar da disputa. A possível chapa que se desenha neste momento: a candidatura de Cleitinho, tendo por vice, o
No outro campo político o presidente Lula (PT)
Junto com Rodrigo Pacheco, Tadeu Leite conduziu a construção do Propag, programa que dá a Minas uma nova chance para resolver a sua dívida estrutural com a União. Tadeu Leite ainda não se posicionou. Dentro do PT, existe articulação pela candidatura de Sandra Goulart, reitora da UFMG, que em 16 de março, encerra o seu segundo mandato consecutivo.
O deputado federal André Janones, que vai se filiar à Rede, se coloca. Mas há quem aposte que Janones seja um balão de ensaio. No campo de aliados lulistas, há quem trabalhe com nomes de fora da política, como o ex-procurador geral de Justiça, Jarbas Soares. Mas PT e forças políticas aliadas articulam possibilidades junto a outras lideranças, ainda mantidas em reserva.
É fato que, nesse campo, as únicas candidaturas definidas são ao Senado: a prefeita de Contagem, Marília Campos e Alexandre Silveira (PSD), ministro das Minas e Energia. Alexandre Silveira irá definir que destino partidário tomar: ficará no PSD ou se filiará ao PSB? Toda essa movimentação vai atingir o ponto de ebulição, entre 6 de março e 5 de abril, período em que a janela partidária estará aberta. A esta altura, o tempo já não é aliado. Diria Benjamin Franklin: “você pode se atrasar, mas o tempo não fará”.