Com três governadores filiados ao seu partido, o
Agora, a configuração de forças na sucessão presidencial muda: ainda que o senador
Seja quem for o candidato do PSD -
Gilberto Kassab está politicamente vinculado ao projeto de
Apesar de construir uma chapa que vai disputar com Flávio Bolsonaro a vaga de segundo turno, Kassab mantém os dois pés, agora, em três canoas: no governo Lula; com o projeto Tarcísio; e com a candidatura própria do PSD. Não quer briga, com ninguém, pelo momento.
Se chegar ao segundo turno, é outra história. Por isso, Kassab pretende liberar as lideranças do PSD nos estados para apoiarem a candidatura presidencial que atenda os interesses das disputar locais.
O PSD são muitos. No Amazonas, no Piauí, em Pernambuco, na Bahia e no Rio de Janeiro, o partido de Kassab tende a apoiar Lula. Em Santa Catarina e outros estados da região Central, pende a Flávio Bolsonaro. No Paraná, no Rio Grande do Sul e em Goiás, estados governados pelos três governadores, a legenda tende a se dividir: entre Flávio Bolsonaro, o próprio PSD e, em menor proporção, Lula. No caso mineiro, já estava acordado: Mateus Simões, vice-governador filiado ao PSD vai apoiar o governador Romeu Zema (Novo) na corrida presidencial.
Mas há problemas à vista para Mateus Simões na eleição ao governo de Minas. Essa movimentação no plano nacional, põe em risco o leque de alianças que Mateus Simões vem construindo no estado. Com a esperada filiação do
A disputa nacional mais apertada no primeiro turno também levará Flávio Bolsonaro a desejar palanque próprio do PL em Minas, retirando a legenda que caminhava para a coligação com Mateus. Se o PL lançar nome próprio em Minas, a candidatura mais provável para encabeçar a chapa seria a do senador Cleitinho (Republicanos).
Em coligação com o Republicanos, a chapa teria um único candidato ao Palácio do Planalto. Cleitinho entrou em 2026 dando sinais de que poderia desistir de concorrer, como desejaria Mateus Simões.
Dessa forma, a nova composição do PSD nacional para disputar a presidência da República vai ter consequências para Mateus Simões. Como diria certo pensador: “Tudo o que é sólido desmancha no ar”.