Aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) apostam em uma represália dos Estados Unidos após o cancelamento do visto de Darren Beattie, assessor do presidente Donald Trump. O funcionário da Casa Branca é ligado ao Secretário de Estado, Marco Rúbio. Ele viria ao Brasil na próxima semana, mas não havia informado ao Itamaraty o interesse em visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) na prisão.
STF
A visita havia sido autorizada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) que revogou a chancela após ser alertado pelo Ministério das Relações Exteriores que a reunião entre um representante de Trump e Bolsonaro em ano eleitoral poderia configurar indevida ingerência nos assuntos internos do Estado brasileiro, segundo o ministro Mauro Vieira.
Lula
Com o episódio, Lula e o PT subiram o tom contra o governo americano. Ao anunciar a revogação, o petista lembrou que a família do ministro da Saúde Alexandre Padilha teve o visto americano revogado e o dele não foi concedido para a última Assembleia Geral da ONU. A justificativa era que o ministro mantinha relações institucionais com o governo cubano através, por exemplo, do programa Mais Médicos. O presidente do Partido dos Trabalhadores, Edinho Silva, fez críticas ao presidente Trump nesta sexta-feira (13).
Revanche
Apesar de autoridades brasileiras dizerem nos bastidores que o Planalto não teme que uma retaliação, diplomatas brasileiros disseram que o cenário é incerto. “Se vai azedar, não sei, mas com certeza não vai ajudar muito”, disse uma das fontes da coluna.