Com a nova internação por pneumonia, aliados de Jair Bolsonaro (PL) acreditam que o Supremo Tribunal Federal (STF) esteja próximo de liberar a prisão domiciliar do ex-presidente. Bolsonaro foi preso no dia 22 de novembro do ano passado. Vários pedidos já foram negados. A última negativa foi no último dia 2 março.
O fato de Bolsonaro ter violado a tornozeleira quando ainda estava em prisão preventiva pesa contra o ex-presidente, que é visto pela cúpula do judiciário como um fugitivo em potencial. No entanto, com as várias ocorrências de saúde, muitas por complicação do atentado a facadas que o político sofreu em 2018, o argumento de possível fuga pode perder a sustentação.
Outra justificativa do judiciário para as negativas de domiciliar é o risco à ordem pública. Após a prisão de Bolsonaro, por precaução da sua base, até as manifestações na porta da Polícia Federal, no primeiro momento, foram suspensas. O contato direito que Bolsonaro tem com o mundo externo é através das visitas liberadas da família e dos encontros com aliados políticos que dependem de autorização do Supremo.
Em prisão domiciliar, em ano eleitoral, não se sabe se o acesso de correligionários ao ex-presidente será restrito como era na prisão preventiva ou como é, atualmente, na Papudinha.