A cinco meses da eleição, cenário para o governo de Minas segue indefinido
Candidaturas-chave para a definição da corrida ao Palácio Tiradentes, como as dos senadores Cleitinho Azevedo e Rodrigo Pacheco, ainda não saíram do campo das especulações

A cinco meses das eleições, que acontecem no dia 4 de outubro, o cenário da disputa pelo governo de Minas Gerais ainda não está definido e segue suspenso tanto à esquerda, quanto à direita.
O estado, que costuma espelhar a corrida pelo Palácio do Planalto, ainda não tem firmados os palanques dos dois principais candidatos à Presidência, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
Em paralelo, candidaturas-chave para a definição do cenário ainda não saíram das especulações, enquanto nomes com maior desconhecimento, como o do governador Mateus Simões (PSD), que busca a reeleição, e de menor expressão no estado saem na frente na intenção de concorrer ao Palácio Tiradentes.
Vai e não vai de Pacheco
Preferido de Lula e de grande parte do PT para as eleições deste ano, o senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG) é a principal aposta do campo progressista para o pleito.
O parlamentar, no entanto, era cotado para a vaga do ministro Luís Roberto Barroso no Supremo Tribunal Federal (STF), com apoio do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). Lula, porém, insistiu no advogado-geral da União, Jorge Messias, que teve a indicação barrada pelo plenário.
A derrota de Messias, e consequentemente de Lula, desanima a base petista em Minas, que esperava uma definição o quanto antes e se viu, novamente, diante da possibilidade de Pacheco desistir da candidatura, visando uma cadeira no Supremo – o que, no entorno de Pacheco, é visto como "página virada".
Em uma cobrança pública, a pré-candidata ao Senado pelo PT em Minas e ex-prefeita de Contagem, Marília Campos, pediu respostas ao senador, afirmando que a grave situação no território mineiro exige "que a gente tenha coragem, que a gente faça o que é preciso fazer para enfrentar o processo eleitoral e nos colocarmos como uma alternativa mediante um projeto".
Apesar dos afagos públicos de Lula e de outros nomes do PT, o senador não confirma — nem descarta — publicamente o interesse em concorrer ao governo de Minas.
Cleitinho
Outro nome incerto na urna é o do senador Cleitinho Azevedo (Republicanos-MG), que desponta nas pesquisas de opinião como o preferido do eleitorado.
Cleitinho também não bateu o martelo sobre sair ou não como candidato ao governo estadual, apesar de nomes de peso do PL, partido de Jair Bolsonaro, defenderem publicamente uma candidatura do parlamentar ao Palácio Tiradentes.
O senador alega que precisa resolver questões pessoais antes de tomar a decisão, prevista para julho deste ano.
Roscoe
Além de Cleitinho, o campo da direita pode ter outro nome na disputa pelo governo: Flávio Roscoe (PL).
O ex-presidente da Federação das Indústrias de Minas Gerais (FIEMG) se afastou do cargo na entidade para se filiar ao partido e se colocar à disposição para a corrida eleitoral.
Em entrevista ao Jornal da Itatiaia, Roscoe disse que as negociações com o diretório nacional do PL avançaram, um indicativo de que a sigla pode ter uma candidatura própria em Minas como palanque eleitoral para Flávio.
No mesmo partido, há movimentações do ex-prefeito de Betim, Vittorio Medioli, para tentar compor uma chapa ao Executivo.
Quem deve concorrer
Apesar das indefinições, há pré-candidatos já definidos para a corrida eleitoral.
Veja a lista:
- Mateus Simões, atual governador;
- Alexandre Kalil (PDT), ex-prefeito de Belo Horizonte;
- Gabriel Azevedo (MDB), ex-presidente da Câmara de BH;
- Indira Xavier (UP), ativista;
- Ben Mendes (Missão), influenciador.
Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal de Minas Gerais, com passagem pela Rádio UFMG Educativa. Na Itatiaia, já foi produtora de programas da grade e repórter da Central de Trânsito Itatiaia Emive.
Jornalista pela UFMG, Lucas Negrisoli é editor de política. Tem experiência em coberturas de política, economia, tecnologia e trends. Tem passagens como repórter pelo jornal O Tempo e como editor pelo portal BHAZ. Foi agraciado com o prêmio CDL/BH em 2024.




