Roscoe: ‘Serviço público em MG e no Brasil continua longe do necessário’
Pré-candidato do PL ao governo de Minas afirma que governo Zema não avançou em algumas áreas e defende mudança no debate sobre o serviço público

O serviço público entregue ao cidadão mineiro e brasileiro está distante do necessário e tem um custo muito alto para a população. A avaliação é do presidente licenciado da Fiemg, Flávio Roscoe, pré-candidato do PL ao governo de Minas.
Em entrevista ao Jornal da Itatiaia, na manhã desta segunda-feira (4), Roscoe avaliou que o estado registrou avanços na gestão Romeu Zema (Novo), mas continua com grandes defasagens que podem ser corrigidas.
“Eu acredito que em todas as áreas você tem espaço para melhorar. Acredito que foi feito um ajuste no governo de Minas, um ajuste necessário. Houve dificuldades políticas no processo. O estado tem vários ativos e possibilidades, direcionados politicamente da melhor maneira você conseguiria tirar mais do estado para os mineiros. Temos que mirar na sociedade”, avaliou o pré-candidato.
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“Acredito que o estado pode ter uma grande transformação, principalmente pensando em tecnologia. Temos espaço grande para inserir tecnologia na máquina pública. Aumentar a produtividade e valorizar mais o servidor, que vai custar menos e entregar mais qualidade ao cidadão. Esse não é um problema de Minas, mas um problema do Brasil. Há um problema com a qualidade do serviço público brasileiro. Todo mundo que pode coloca o filho na escola particular, quem pode pagar um plano de saúde não usa o serviço público, quem pode pagar por segurança pública vai para um prédio com porteiro e segurança, ou condomínio fechado, porque não se sente seguro com nossa segurança pública. É uma realidade do Brasil todo”, continuou Roscoe.
O empresário afirmou que o debate político se tornou “raso e superficial” nos últimos anos e que temas que podem afetar o dia a dia das pessoas acabam ficando relegados ao segundo plano.
Segundo Roscoe, ao discutir a prestação de serviço público, o governo estadual não pode focar apenas nas discussões sobre salários dos servidores. Ele aponta que uma discussão mais ampla poderá mudar a realidade, melhorando as condições para os servidores e também a prestação de serviço.
“A qualidade do serviço público hoje é muito baixa. Quando discutimos educação, segurança pública e saúde, o foco é apenas no servidor. O debate precisa ser no serviço para as pessoas. Temos que falar dos professores, mas também dos alunos. Quando falamos na segurança, temos que falar nos policiais e nos cidadãos. Quando falamos de saúde, temos que falar dos médicos e dos usuários do serviço público. Temos que olhar o todo. Vejo muito pouco isso na política, porque falar de segmentos é que dá voto. Acredito que um estado mais eficiente será possível com a inclusão de tecnologia”, finalizou.
Editor de Política. Formado em Comunicação Social pela PUC Minas e em História pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Já escreveu para os jornais Estado de Minas, O Tempo e Folha de S. Paulo.
Apresentadora e produtora da Rádio Itatiaia. Jornalista pela Universidade Federal de Viçosa (UFV), Especialista em Mídias Digitais pela PUC Minas e em Produção de Rádio e TV pela Fumec. Já escreveu para as editorias de Política e Cidade nos jornais O Tempo e Super Notícia, e tem passagem pela FM O Tempo.
Eustáquio Ramos tem quase 30 anos de carreira, sendo 25 anos na Itatiaia, onde apresenta o Jornal da Itatiaia 1ª Edição e é repórter especial de Política. É pós-graduado em Comunicação Empresarial. Coautor da Enciclopédia do Rádio Esportivo Mineiro e do Manual de Pronúncia da Itatiaia. Foi ganhador do 4º Prêmio CDL-BH de Jornalismo. Já foi homenageado, entre outras condecorações, com a Medalha da Inconfidência, Medalha da Ordem do Mérito Imperador Dom Pedro 2º, Medalha de Mérito da Defesa Civil Estadual e Oscar Solidário. Já teve passagens também pela TV Assembleia, TV Bandeirantes, TV Horizonte, Record, Alterosa e Canal 23.


