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Saiba quem é Pilili, apresentado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE)

Pilili percorrerá o país em uma campanha educativa, simbolizando que a defesa da urna e da democracia é um dever compartilhado por toda a sociedade brasileira

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Pilili percorrerá o país em uma campanha educativa • Alejandro Zambrana/Secom/TSE

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) celebrou, nesta segunda-feira (4), os 30 anos da urna eletrônica com uma estratégia voltada diretamente ao engajamento de jovens com voto facultativo. O evento, realizado no Distrito Federal, reuniu 120 alunos de escolas públicas e privadas para uma programação que uniu tecnologia e elementos lúdicos, incluindo o lançamento do mascote Pilili — um personagem em formato de urna —, exposições interativas e espaços para fotografias.

Durante a cerimônia, a presidente da Corte, ministra Cármen Lúcia, enfatizou a inviolabilidade do voto e a robustez do sistema eleitoral. Em seu discurso, a ministra fez um apelo para que estudantes a partir de 16 anos participem do pleito de outubro, reforçando que o exercício do voto é o que define o verdadeiro cidadão. Segundo a magistrada, o mascote Pilili percorrerá o país em uma campanha educativa, simbolizando que a defesa da urna e da democracia é um dever compartilhado por toda a sociedade brasileira.

Para aproximar os estudantes do processo eleitoral, o Tribunal distribuiu um guia de simulação de voto que utiliza temas da cultura popular em vez de candidatos reais. Em um dos exemplos, uma disputa de segundo turno foi ilustrada pelo embate entre as chapas formadas por modalidades esportivas, como Futebol e Polo Aquático, e gêneros musicais, como Forró e Pagode.

A parte técnica da programação ficou a cargo do coordenador de Tecnologia Eleitoral, Rafael Azevedo, que realizou uma demonstração detalhada do funcionamento do equipamento. Azevedo abriu um modelo da urna para exibir seus componentes internos e esclareceu dúvidas sobre os diversos mecanismos de segurança. O especialista ressaltou que o sistema é projetado para ser totalmente transparente e passível de auditoria, convidando a sociedade civil a verificar o processo sem hesitação.

Azevedo, que atua no tribunal há três décadas, explicou que o código-fonte dos sistemas eleitorais permanece disponível para inspeção por um ano, permitindo que partidos, universidades e entidades da sociedade civil fiscalizem o software. O coordenador destacou ainda que o TSE mantém os sistemas abertos para análise em sua sede até setembro e está receptivo a sugestões de melhorias caso qualquer vulnerabilidade seja identificada, garantindo a evolução contínua da segurança das eleições.

Com informações de Estadão Conteúdo

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