Amigas e amigos do Agro!
Trabalho forçado coloca o agro brasileiro na mira de novas tarifas dos Estados Unidos.
O Brasil precisa deixar a ideologia de lado e cuidar com diplomacia mais séria do relacionamento com outros países quando o assunto é agronegócio.
Somos a maior potencia na produção e na exportação de vários produtos agrícolas, colocando alimentos na mesa de 1 bilhão e meio de pessoas pelo mundo afora.
Só que ainda não temos participação na liderança entre os países que dominam o mercado internacional. A capacidade produtiva é incontestável, entretanto, a exportação quase sempre de commodities “brutas” e não processadas nos afastam dos bons valores agregados.
Temos sérios problemas com a logística interna, barreiras sanitárias que aos poucos vão sendo quebradas, mas lá fora, vira e mexe, somos questionados!
Precisamos ocupar o espaço de um país verdadeiramente líder na agropecuária mundial.
Podemos dizer que ainda não pisamos em terra firme quando o assunto é mercado internacional. Qualquer vento externo vira um furacão para o produtor brasileiro.
Se não temos poder político para resolver altas demandas internacionais, melhor cuidar da nossa soberania sem política e sem ideologia.
De uns tempos pra cá, estamos sempre em conflito com os Estados Unidos, nosso segundo maior cliente no agro e que investigam o Brasil na Lei de Comércio americana, apurando práticas comerciais desleais, como o pix, desmatamento, tarifa do etanol e por aí vai…
Agora, o presidente Donald Trump anunciou que o Brasil está sendo investigado também por trabalho forçado no campo. Trump quer aplicar novas tarifas no agro brasileiro depois da derrota que teve no supremo americano, que lá é muito sério e rigoroso.
Portanto, é importante que as autoridades governamentais brasileiras, dentro da soberania do país, tratem os fatos com a importância que eles exigem e sem populismo eleitoral, porque pode vir chumbo grosso por aí!
Itatiaia Agro
Valdir Barbosa