Valdir Barbosa | Disparada do petróleo puxa os preços do açúcar e do óleo de soja

Preços do milho também trazem incertezas para o mercado e já houve reajuste médio de 5% em fevereiro

Subida do petróleo interfere no comércio mundial, porém de forma muito direta nos preços do açúcar e do óleo de soja

Amigas e amigos do Agro!

A subida do petróleo tendo como causa a guerra no Oriente Médio, interfere no comércio mundial, porém de forma muito direta nos preços do açúcar e do óleo de soja.

Se a gasolina sobe com o aumento do petróleo, o etanol acompanha a alta de preço e é exatamente por isso, que as usinas passam a fabricar mais etanol e menos açúcar, que estando em menor volume no mercado também ganha novos valores.

E o Brasil como maior exportador mundial de açúcar vem encontrando dificuldades com a logística para os países compradores no Oriente Médio.

O mercado da soja também passa a funcionar priorizando a produção do biodiesel.

O farelo de soja é outro derivado que pode sofrer alta de preços, e como se trata de um alimento fundamental para bovinos, aves e suínos pode ocasionar a subida das carnes e ovos.

Aliás, ovo vem correndo numa escalada de aumentos desde janeiro.

Os preços do milho também trazem incertezas para o mercado e já houve reajuste médio de 5% em fevereiro, mas a saca de 60 kg continua valendo bem menos que em fevereiro do ano passado.

A carne bovina, após uma sequencia de altas, travou na semana passada. Em São Paulo arroba do boi fechou em 350 reais, queda de 3%.

Minas Gerais teve alta de 1,5%, subindo para 345 reais o preço da arroba.

Itatiaia Agro

Valdir Barbosa

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Produtor rural no município de Bambuí, em Minas Gerais, foi repórter esportivo por 18 anos na Itatiaia e, por 17 anos, atuou como Diretor de Comunicação e Gerente de Futebol no Cruzeiro Esporte Clube. Escreve diariamente sobre agronegócio e economia no campo.

A opinião deste artigo é do articulista e não reflete, necessariamente, a posição da Itatiaia.

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