Valdir Barbosa | Carne bovina pode engasgar o mercado interno com a guerra e tarifaço chinês

Um milhão de toneladas de carne bovina estão temporariamente sem mercado internacional em 2026 e deverão ser redirecionadas para outros países, o que não é de fácil solução

Carne bovina brasileira

Amigas e amigos do Agro!

O Boi Gordo na B3 (Pregão Regular) e o mercado físico da carne bovina entraram em confronto na abertura do mês de março.

Enquanto a arroba do boi subiu nos primeiros dias de março, na B3 houve queda significativa com o crescimento da guerra.

Em São Paulo, a arroba caiu R$ 1 no mercado físico passando a valer R$ 355. Mato Grosso do Sul também caiu FR 1. Minas Gerais subiu R$ 2,50 chegando a R$ 345.

Na B3, sexta-feira, previa-se o fechamento da arroba em março em R$ 354, tombando ontem para R$ 343.

Para setembro, a B3 previa a arroba a R$ 345,90 e fechou ontem a R$ 337,30.

No mercado futuro a preocupação é com o esgotamento rápido da cota chinesa de carne bovina, provocando um vácuo no mercado de exportação no segundo semestre.

Por isso, foi pedido ao governo federal que estabeleça cotas mensais para a exportação para a China.

As previsões são negativas para a logística a partir de agora, por sinal totalmente indefinida, mas com certeza ficando mais lenta e muito mais cara.

Além da entrega do farelo de soja, milho e carnes bovina e de frango para os países árabes, os navios embarcados no Brasil usam portos do golfo para paradas técnicas e transferencia de cargas.

O presidente da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), Roberto Perosa, revela um “cenário gravíssimo” para as carnes brasileiras, que poderão sofrer um impacto de 30 a 40% no volume de exportação, aproximadamente 1 milhão de toneladas.

Um desastre absoluto para o setor de carne bovina.

Itatiaia Agro, Valdir Barbosa.

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Produtor rural no município de Bambuí, em Minas Gerais, foi repórter esportivo por 18 anos na Itatiaia e, por 17 anos, atuou como Diretor de Comunicação e Gerente de Futebol no Cruzeiro Esporte Clube. Escreve diariamente sobre agronegócio e economia no campo.

A opinião deste artigo é do articulista e não reflete, necessariamente, a posição da Itatiaia.

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