Dia a Dia da Política: deputados de posições opostas discutem segurança e fim da escala 6x1

O vice-líder do governo Lula na Câmara, Reginaldo Lopes (PT), e o presidente estadual do PL em Minas Gerais, Domingos Sávio, discutem os temas na edição desta quarta-feira (4)

Podcast Dia a Dia da Política discutiu segurança pública e fim da escala 6x1 nesta quarta-feira (4)

O podcast Dia a Dia da Política, com Bertha Maakaroun, entrevistou, na edição desta quarta-feira (4), dois deputados federais de posição política opostas, o vice-líder do governo Lula na Câmara, Reginaldo Lopes (PT), e o presidente estadual do PL em Minas Gerais, Domingos Sávio. Na pauta, segurança pública e o fim da escala 6x1.

Sobre o projeto antifacção aprovado na Câmara Federal, Reginaldo pontuou que o governo de Lula assumiu a responsabilidade federativa de combater as facções criminosas. Ele ressaltou que foi o presidente que encaminhou o projeto à Câmara, mas reforça que ele sofreu muitas mudanças nas mãos de Guilherme Derrite (PP), relator da matéria na Casa.

“É evidente que estamos avançando no combate às facções. Podemos citar a Operação Carbono Oculto, do presidente Lula, que sufocou, sem nenhum tiro, sem mata-mata, R$ 80 bilhões contra o crime organizado. Precisamos de segurança jurídica, boa definição sobre facção criminosa porque não admitimos milícia, ocupação de territórios, queremos dar segurança ao povo brasileiro”, destacou.

Domingos Sávio, por sua vez, defendeu que o governo encaminhou um projeto de lei “brando”, que, em alguns momentos, reduziu a possibilidade de pena para os faccionados. Ele reforçou que Derrite fez um relatório “duro” contra o crime organizado e que a oposição votou e aprovou o documento do deputado federal, ressaltando que a base do presidente, em grande maioria, votou contra ele.

“Um projeto duro contra o crime organizado. É isso que o Brasil precisa, combater de maneira dura o crime organizado. Essa história de que tem inconstitucionalidade... inconstitucionalidade é o que estão fazendo com o Brasil. O STF, em alguns momentos, protegendo bandido e prendendo gente inocente. Contra o crime organizado a lei tem que ser dura, e é isso que nós fizemos”, argumentou.

Fim da escala 6x1

O presidente do PL em Minas Gerais chegou a dizer que há “pontos de convergência” da oposição com a base de Lula em relação ao fim da escala 6x1, texto que é analisado pelo Congresso Nacional. “Entendo que precisamos modernizar a relação de trabalho para garantir, sempre, que o trabalhador tenha a melhor condição possível, que tenha saúde mental, saúde física..., mas ele precisa ter salário no final do mês. Para ter salário no final do mês, essa conta tem que fechar. Temos que fazer a modernização, sim, as isso tem que ser feito com responsabilidade”, defende.

Reginaldo Lopes, que é um dos autores da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) analisada pelo Legislativo, diz que o texto propõe um período de transição para chegar à jornada de 36 horas. “Mas, fizemos uma convergência política. É uma jornada de 40 horas e a escala 5x2. Porque hoje 80% dos trabalhadores têm uma falta durante a semana. Os trabalhadores estão pedindo socorro. Estão pedindo tempo livre para ir à Igreja, para ir à escola do filho, para conviver com os amigos. E é engraçado que quem trabalha mais no Brasil ganha menos”, pondera.

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