A declaração do presidente do PSD em Minas Gerais, Cássio Soares, nesta terça-feira (3) sobre a possibilidade de o vice-governador Mateus Simões (PSD) buscar um vice de outro partido que não o Novo gerou mal-estar dentro da legenda.
Descumprimento de acordo
Depois que Simões saiu do Partido Novo, o acordo foi que, em 2026, o candidato a vice fosse do seu antigo partido. O nome mais cotado é o do deputado estadual Gleidson Azevedo (Novo), irmão do senador Cleitinho (Republicanos), que também é pré-candidato ao Palácio Tiradentes e adversário de Simões.
Inclusive, fontes da coluna disseram que Cleitinho poderia lançar mão de um plano B e trabalhar para que o irmão fosse candidato ao Senado, esvaziando um dos planos de Simões.
Sentimento de traição
Fato é que a declaração de Cássio reativou um sentimento adormecido de traição que havia surgido entre novistas raiz quando Simões optou pelo PSD em 2025, após defender chapa puro-sangue em 2022 para que fosse candidato a vice de Zema, como de fato aconteceu.
Zema sem palanque
O temor entre integrantes do diretório nacional é que o Novo seja preterido na chapa mineira e que isso tenha reflexo, inclusive, na campanha nacional - retirando o palanque mineiro do governador Romeu Zema (Novo), que é candidato à Presidência da República.