O cenário da corrida presidencial de reafirmação da polarização entre o presidente Lula (PT) e o
Ambos formaram com o governador do Paraná,
O PL quer forçar, já no primeiro turno, o apoio a Flávio Bolsonaro de todos os pré-candidatos que orbitam o bolsonarismo. E neste momento, a legenda usa as sucessões estaduais para negociar.
Nesta semana está prevista conversa de Flávio Bolsonaro com Ratinho, em que o senador vai dizer ao governador do Paraná que se ele for candidato à Presidência, o PL irá apoiar na eleição ao governo do Paraná o senador Sérgio Moro (União). No Paraná, Moro é adversário de Ratinho, que ainda não anunciou a quem apoiará em sua sucessão.
Em Minas, a situação é parecida à do Paraná. Valdemar da Costa Neto, presidente nacional do PL, declarou neste domingo que o partido não poderá ficar com o
Essa é uma chapa que inviabilizaria a candidatura de Mateus Simões ao governo de Minas. Mateus Simões sabe disso: neste domingo, declarou considerar um “erro” a candidatura de Cleitinho, porque ela divide a direita em Minas. Mateus quer que o senador, que lidera as pesquisas, abra mão de concorrer para apoiá-lo.
Cleitinho tem reafirmado que só desistiria de sua candidatura ao governo de Minas para
Por seu turno Nikolas Ferreira, que gostaria de levar o PL ao apoio de Mateus Simões, tem afirmado que não quer concorrer ao Palácio Tiradentes nesta eleição porque aguarda a melhora da situação fiscal do estado.
É neste contexto que Romeu Zema terá de escolher se prefere ter o apoio do PL e ampliar as chances de eleger Mateus Simões em Minas ou seguir com a sua pré-candidatura à Presidência da República. Romeu Zema vai cozinhando o galo. Como pré-candidato ao Planalto, aproveita todas as oportunidades para ampliar a sua visibilidade no cenário nacional. Mas, como tudo na vida, chegará o momento que precisará fazer a escolha.