Amigas e amigos do Agro!
A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) prevê produção recorde de café em 2026, uma colheita de 66 milhões de sacas de 60 kg, superando 2020 que rendeu 63 milhões de sacas.
A bienalidade positiva do café esse ano e o clima que vem contribuindo bastante são os fatores positivos de destaque.
Também no cenário internacional, a previsão comercial é das melhores. Mesmo com algumas incertezas no mercado americano que é o nosso maior cliente, a China e outros países asiáticos aparecem como clientes em pontecial.
Aliás, a China no ano passado deu um salto no consumo mundial do café, passando a ser o sexto maior comprador do café brasileiro.
Nos países do leste asiático, a consultoria Portal Mundial do Café registrou um crescimento de 19% nas lojas de café em apenas um ano.
A China já possui 87 mil estabelecimentos de cafés, crescendo 31% em 2025.
Está criado entre os chineses jovens o consumo de café gelado, misturas diversas com ingredientes nacionais e numa escala menor com bebidas alcoólicas.
O Brasil como maior produtor e exportador domina 38% do mercado mundial. O consumo aumenta e a produção tem dificuldades para acompanhar o apetite do consumidor.
Os estoques vão continuar bem ajustados, por isso os preços também devem seguir firmes.
Estados Unidos, Alemanha, Bélgica e Itália são os maiores importadores do café brasileiro.
Exportadores reclamam das condições atuais dos principais portos, que provocaram um prejuízo de R$ 66 milhões para produtores e também exportadores.
Atrasos nos embarques e escassez de contêineres são as causas dos grandes prejuízos que acabam sendo divididos com o consumidor.
Itatiaia Agro, Valdir Barbosa.