Amigas e amigos do Agro!
Enquanto os preços do feijão carioca começam a incomodar o bolso do consumidor, com alta de até 30% em algumas regiões produtoras, um novo mercado de exportação está sendo aberto na Índia.
Entretanto, o consumidor não precisa se preocupar caso o mercado indiano se abra para o feijão brasileiro, porque não haverá interferência direta no mercado doméstico.
O brasileiro consome em massa o feijão carioca, que os indianos não gostam. O nosso feijão preto que usamos na feijoada, os indianos também não gostam. Eles preferem o mungo-preto, um feijão com grãos menores e mais duros.
O presidente do Instituto Brasileiro do Feijão (Ibrafe), Marcelo Luders, acompanha a comitiva do presidente Lula na Índia na tentativa de fechar bons contratos para os produtores brasileiros, ele que já esteve por lá em várias outras ocasiões recebendo também os indianos aqui no Brasil.
Voltando aos preços do feijão por aqui. As últimas safras foram muito boas e os preços despencaram. Por mais de um ano, os preços do feijão carioca e do preto também, cortaram a margem de lucro dos produtores.
A regra é clara! Quando o consumidor está pagando muito pouco por um produto e o agricultor levando prejuízo, é só esperar as próximas safras para o preço vir limpando o bolso do consumidor.
A alta da carne está chegando a conta-gotas para o consumidor, mas o boi gordo continua subindo não parando nem no Carnaval.
Essa semana, a arroba vai superar os R$ 350. Como a demanda pela carne bovina está fraca e as exportações bombando, o mercado varejista vai segurando os preços, mas a qualquer momento tem estouro da boiada.
Itatiaia Agro, Valdir Barbosa.