Amigas e amigos do Agro!
Finalmente, o Ministério da Agricultura dá sinais de que, o Brasil mesmo dominando o comércio mundial da carne bovina, pode sofrer um baque interno com as novas rotas do mercado da carne entre os países que lideram a produção e o consumo.
As tarifas impostas pelo presidente americano Donald Trump, ano passado, sobre a carne bovina, foram tratadas com desprezo mesmo sendo os americanos o segundo maior cliente brasileiro.
Ouvia-se todos os dias que o Brasil iria redistribuir sua carne para os vários mercados recentemente abertos.
Veio a China e tornou-se o grande salvador da carne bovina brasileira.
Aí ficou fácil montar uma planilha de carne bovina sem os Estados Unidos, mesmo com o prejuízo brasileiro chegando na casa de 500 milhões de dólares.
Entretanto, o coice do boi veio 6 meses depois!
A China disparou um tarifaço em nível mundial atingindo diretamente o Brasil, que vai perder a venda de aproximadamente 600 mil toneladas de carne para os chineses. A amizade entre Lula e Xi Jinping ficou em segundo plano.
Todas as tentativas de inverter ou pelo menos amortecer a decisão foram negadas pelo governo chinês.
Agora, vem o presidente Donald Trump e quietinho acerta novo acordo comercial com a Argentina, de Javier Milei. E o governo brasileiro não fez nenhum comentário a respeito.
A Argentina esse ano vai exportar o dobro da carne brasileira para os Estados Unidos. O Brasil manda 52 mil toneladas e os argentinos embarcam 100 mil toneladas/ano.
O acordo União Europeia e Mercosul não muda nada para a carne bovina, caso entre em vigor. A Índia para acertar acordo comercial com os europeus teve que abrir mão da carne bovina, açúcar e arroz.
O Japão, nossa nova esperança, poderá ter uma tarifa de até 50% sobre a carne bovina se o parlamento japonês não prorrogar um conjunto de tarifas que expiram no fim de março.
Voltando a China, agora, o governo quer distribuir cotas para os frigoríficos que exportam carne para a China, já sabendo que muitos ficarão apenas vendo os navios embarcarem, podendo desequilibrar nosso mais importante mercado.
Vamos aguardar!
Itatiaia Agro, Valdir Barbosa.