Valdir Barbosa | Copa do Mundo pode favorecer embarques de mais carne bovina brasileira

Campeonato mundial pode ser uma válvula de escape para a carne bovina brasileira entrar sem taxas ou menores tarifas no mercado americano

Copa do Mundo nos EUA pode favorecer embarques de mais carne bovina brasileira

Amigas e amigos do Agro!

A Copa do Mundo a ser disputada nos Estados Unidos, México e Canadá, poderá ser uma válvula de escape para a carne bovina brasileira entrar sem taxas ou menores tarifas no mercado americano.

As 52 mil toneladas livres de tarifas foram compradas em apenas seis dias, tendo sido embarcadas 30 mil toneladas até agora.

A previsão da entrada de um alto número de turistas nos Estados Unidos é muito grande, e o consumo de carne vai aumentar. Como os preços para o consumidor andam batendo no teto, podem subir ainda mais!

A crise do boi gordo por lá é muito grande. O Departamento Agrícola americano prevê a compra de matrizes da Austrália para acelerar o crescimento do rebanho.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, acaba de fechar acordo comercial com a Argentina com vários produtos, inclusive agrícolas, entrando nos dois países com tarifas zero ou bem reduzidas.

Trump autorizou, além da cota argentina, liberar mais 80 mil toneladas sem tarifas. Javier Milei vai embarcar 100 mil toneladas de carne bovina para os Estados Unidos, praticamente o dobro do Brasil.

Ninguém do governo brasileiro acusou o golpe. Onde anda o Itamaraty? Essa pauta foi levantada pelo presidente da Alagro, Manoel Mário Souza Barros, na reunião do Conselho do Agronegócio da Fiesp, na posse da nova presidente, a senadora Tereza Cristina.

E a química do presidente Lula com Donald Trump acabou?

O governo brasileiro se esqueceu que os Estados Unidos ainda estão em segundo lugar no comércio internacional com o Brasil. Preferiu acreditar demais na China, nosso principal cliente, e levou uma rasteira do companheiro Xi Jinping na carne bovina, bem maior que a de Donald Trump.

Itatiaia Agro, Valdir Barbosa.

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Produtor rural no município de Bambuí, em Minas Gerais, foi repórter esportivo por 18 anos na Itatiaia e, por 17 anos, atuou como Diretor de Comunicação e Gerente de Futebol no Cruzeiro Esporte Clube. Escreve diariamente sobre agronegócio e economia no campo.

A opinião deste artigo é do articulista e não reflete, necessariamente, a posição da Itatiaia.

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