Amigas e amigos do Agro!
Com a decisão do Irã em fechar o Estreito de Ormuz, os reflexos negativos para o agronegócio são imediatos.
A disparada do petróleo, em curto tempo vai afetar os fretes dos produtos agrícolas brasileiros, exatamente no período de pico da soja que está na reta final da colheita e é líder de produção mundial.
O óleo de soja, o mais consumido na cozinha brasileira, é o primeiro derivado a sofrer impacto nos preços, mesmo com a queda do dólar e a queda soja. Só que o biodiesel ganha preço e o óleo de soja segue o mesmo caminho.
O Estreito de Ormuz é o canal por onde passam navios cargueiros mais importantes do mundo.
De lá prá cá, recebemos em bom volume os fertilizantes nitrogenados e o petróleo de alta qualidade para produção de querosene de avião.
Daqui prá lá, seguem a soja, milho, farelo de soja e carnes de frango e bovina não somente para o Irã, mas para vários países do golfo.
O Brasil já tem programado o embarque de 10 navios com soja e farelo de soja, uma carga aproximada de 700 mil toneladas. Vai ou não vai? Eis a questão!
Outro problema que muito afeta os preços dos fretes, são as empresas que fazem os seguros dos navios que transitam na região do golfo. As apólices atuais estao sendo canceladas e outras emitidas com preços exorbitantes,o que vai ocasionar aumento de preços por aqui também!
Itatiaia Agro, Valdir Barbosa.