Amigas e amigos do Agro!
Não é nenhuma novidade quando há confrontos políticos fortes, guerra por exemplo, que o petróleo é o coração do problema, atingindo diretamente países ricos e pobres.
E o Brasil continua dependente da compra de 85% dos fertilizantes utilizados na agricultura.
As nossas leis ambientais não permitem a construção de boas ferrovias, a modernização de hidrovias e muito menos a exploração de potássio e fosfatados.
No município de Autazes, 120 km de Manaus, tem uma mina de potássio que poderia produzir 25% do que o Brasil precisa. Hoje, nossa dependência é de 95%.
Os fertilizantes nitrogenados dependem do gás natural que produz a amônia e a ureia, exploração considerada muito cara por governos anteriores que optaram pela importação.
O Brasil compra potássio do Canadá e Rússia; do Marrocos vem o fósforo importado também da Rússia, EUA e Arábia Saudita; os nitrogenados chegam da Rússia, China, Argélia, Nigéria e Irã.
Sempre bom lembrar que o solo brasileiro na região do Cerrado tem alta acidez e é pobre em nutrientes, por isso estamos entre os 4 maiores consumidores mundiais fertilizantes.
Mas, nesse momento, a pedra na botina do agricultor é o óleo diesel, que aumenta o custo da colheita, do transporte da soja, milho, arroz, feijão principalmente.
Portanto, grande consumo dos fertilizantes será a partir de setembro, quando se inicia o plantio da soja.
O diesel é o problema imediato. Começa a faltar no Rio Grande do Sul e os preços subindo em todo o país. Aí está a grande preocupação!
Itatiaia Agro, Valdir Barbosa.