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Além da China, Coreia e União Europeia podem desequilibrar o mercado da carne bovina

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Além da China, Coreia e União Europeia podem desequilibrar o mercado da carne bovina • Liu Lei | Xinhua

Amigas e amigos do Agro!

Enquanto não houver a assinatura definitiva do acordo entre Mercosul e União Europeia, o presidente da França, Emmanuel Macron, e seus aliados não darão trégua a vários produtos agrícolas brasileiros, principalmente à carne bovina.

A União Europeia informa que a partir do dia 3 de setembro o Brasil não poderá exportar carnes bovina, de frango, ovos e peixes para a União Europeia, por causa do uso de antimicrobianos nos animais.

Entretanto, a embaixada brasileira já acertou com membros da União Europeia, a entrega de relatórios técnicos e algumas informações adicionais que serão feitas pelo ministério da agricultura.

Enquanto isso, Coreia do Sul e Japão vão deixando para o ano que vem as análises técnicas que podem trazer os 2 países para o mercado da carne bovina brasileira.

Em visitas ao Japão e a Coreia, o presidente Lula e sua comitiva retornaram com garantia dos primeiros embarques do boi brasileiro para aquela região asiática.

Entretanto, os 2 países vão deixando para o ano que vem a decisão final do comércio da carne bovina com o Brasil.

Japoneses já estiveram por aqui, só fizeram vistorias no Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

A maior surpresa foi a Coreia do Sul que cancelou sem nenhum aviso prévio todas as visitas técnicas marcadas para diversos frigoríficos e sem previsão de novas datas.

O comunicado que chegou em Brasília apenas diz que a prioridade dos coreanos esse ano está sobre produtos agrícolas e não proteínas animais. Vistorias suspensas sem datas previstas.

A carne bovina é no momento a maior dor de cabeça para o mercado brasileiro, envolvendo logicamente o pecuarista que produz gado de corte.

Se os Estados Unidos estão reabrindo o livre comércio do boi com o Brasil, a China se mantém firma na cobrança de uma supertarifa futura.

Diante disso, são aproximadamente 700 mil toneladas de carne bovina flutuando, podendo desequilibrar o mercado no segundo semestre.

É muita carne bovina que poderá circular no mercado brasileiro. Por isso, a preocupação dos produtores, exportadores e do governo em resolver logo essa questão com a União Europeia

Itatiaia agro, Valdir Barbosa!

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Produtor rural no município de Bambuí, em Minas Gerais, foi repórter esportivo por 18 anos na Itatiaia e, por 17 anos, atuou como Diretor de Comunicação e Gerente de Futebol no Cruzeiro Esporte Clube. Escreve diariamente sobre agronegócio e economia no campo.