Amigas e amigos do Agro!
Nesse acordo com a Índia, a União Europeia (UE) respeitou o desejo de seus agricultores, deixando fora das negociações a carne bovina, o frango, o arroz e o açúcar, enquanto o Brasil não abre mão de seus principais produtos agrícolas.
Um acordo discutido durante quase 20 anos, mas com as tarifas de Donald Trump e China, indianos e europeus se acertaram, porém o texto ainda terá que ser aprovado pelos dois parlamentos.
Sem os protestos dos agricultores na Europa, as partes querem colocar o contrato em vigor até janeiro de 2027.
A Índia, ano passado, subiu para o quarto lugar na economia mundial, dividindo o posto com o Japão, US$ 4,2 trilhões.
Os Estados Unidos lideram a economia mundial com US$ 30 trilhões, a China em segundo com US$ 19 trilhões e a Alemanha em terceiro com US$ 4,7 trilhões. O Brasil era o oitavo colocado e caiu para o nono lugar.
A previsão é que a Índia chegue a terceira posição superando a Alemanha até 2032.
A primeira vista, o acordo parece ser bem favorável aos europeus, que vão colocar seus automóveis na Índia com uma taxa de 110% de caindo para 10%, numa redução gradual.
Vinhos, uísques, conhaques vão baixar de 150% para 20%. Maquinários, produtos químicos e farmacêuticos vão a próximo de zero.
Em contrapartida, a Índia vai exportar eletrônicos, joalheria, indústria têxtil, tecnologia, data centers e inteligência artificial.
É um país com sérios problemas sociais dividindo sua imensa riqueza a pouco mais de 1% da população.
Entretanto, se aproveitando da mão de obra chinesa que está ficando cara, a Índia começa a receber grandes empresas como Nike, Adidas, Puma, Books, Apple, Samsung, Intel e outras.
A Índia é a quarta potência mundial no agronegócio. China, Estados Unidos e Brasil estão à frente.
Agora, é aguardar pelo menos o acordo provisório entre Mercosul e União Europeia.
Itatiaia Agro, Valdir Barbosa.