Período eleitoral pode atrapalhar a CPMI do INSS

Senador Carlos Viana (Podemos-MG) busca acordo por prorrogação de 60 dias

Senador Carlos Viana (PL-MG)

O período eleitoral pode atrapalhar a CPMI do INSS. O prazo para o término dos trabalhos da comissão é em março deste ano de 2026.

O deputado federal Marcel Van Hattem (Novo-RS) conseguiu coletar mais de 171 assinaturas, o mínimo necessário para pedir a prorrogação. No entanto, o pedido é para um adiamento de 120 dias, o que levaria a CPMI até o mês de julho, início do período eleitoral.

A coluna apurou que o presidente do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), está resistente ao prazo mais longo. O temor é que a repercussão da CPMI contamine as campanhas eleitorais.

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Na tentativa de encontrar um meio-termo, o presidente da CPMI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), vai tentar um acordo. Ele coleta assinaturas para a prorrogação por 60 dias.

Até esta quinta (29), 36 senadores e 34 deputados haviam assinado a proposta. Ainda faltam 101 assinaturas. O senador disse à coluna que está otimista, mas, caso não alcance a meta, vai propor um acordo para reduzir pela metade o apoio dado à prorrogação de 120 dias.

Viana e Alcolumbre devem se reunir na próxima segunda-feira (2) para tratar do assunto.

Edilene Lopes é jornalista, repórter e colunista de política da Itatiaia e podcaster no “Abrindo o Jogo”. Mestre em ciência política pela UFMG e diplomada em jornalismo digital pelo Centro Tecnológico de Monterrey (México). Na Itatiaia desde 2006, já foi apresentadora e registra no currículo grandes coberturas nacionais, internacionais e exclusivas com autoridades, incluindo vários presidentes da República. Premiada, em 2016 foi eleita, pelo Troféu Mulher Imprensa, a melhor repórter de rádio do Brasil.

A opinião deste artigo é do articulista e não reflete, necessariamente, a posição da Itatiaia.

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