O secretário de Governo de Romeu Zema (Novo), Marcelo Aro (PP), nega que esteja “fritando” a candidatura do vice-governador Mateus Simões (Novo) ao governo do estado. Aro reafirmou à coluna que é candidato ao Senado e que apoia a candidatura de Simões ao Palácio Tiradentes.
Plano B
No entanto, fontes do campo político de Aro admitiram à Itatiaia que o fato de Simões não decolar nas pesquisas e de o ministro Alexandre Silveira ser candidato ao Senado pelo PSD, na base de Lula, enfraquece o vice-governador. Nesse cenário, Aro é considerado uma saída viável para ser palanque de Zema ou de Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
Zema ou Flávio?
A escolha de Sofia envolveria pesar quem transfere mais votos para o secretário: Zema ou Flávio. Numa composição para favorecer o clã do ex-presidente, Aro poderia permanecer no PP, seria o cabeça de chapa e liberaria as duas vagas ao Senado para o PL, que tem vários pré-candidatos.
No arranjo para ser palanque de Zema, ele se filiaria ao Novo - cenário que seria mais palpável caso a ida do senador Rodrigo Pacheco para o União Brasil se viabilize e ele resolva ser candidato. No Novo, a questão é que alguns correligionários avaliam que Aro enfrentaria resistência interna.
Um terceiro cenário possível seria Zema ser vice de Flávio, e Aro fazer palanque para a chapa.
Constrangimento
As discussões sobre o assunto, de acordo com fontes do governo, têm irritado Simões e causado constrangimento interno.
Aposta no vice
Simões aposta que as condições para a escolha de um vice em sua chapa sejam um diferencial competitivo. Como o pessedista estará no segundo mandato de governo, se vencer, não poderá mais concorrer ao cargo. Em 2030, ele seria candidato ao Senado e deixaria o companheiro de chapa no poder.
No Palácio Tiradentes, há a crença de que Cleitinho possa desistir da candidatura ao governo do estado para indicar o irmão, Eduardo Azevedo (PL), como vice de Simões. O entorno do senador nega essa possibilidade.