O Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC) suspendeu, nesta terça-feira (27), a
A decisão da desembargadora Maria do Rocio Luz Santa Ritta afirma que a lei, sancionada neste mês de janeiro e já em vigor em
Ela também intimou o governador e o presidente da Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc), deputado Julio Garcia (PSD-SC), a prestarem esclarecimentos sobre o caso no prazo de até 30 dias.
O projeto de lei foi aprovado de forma definitiva no Legislativo em dezembro do ano passado e sancionado pelo governador na última quinta-feira (22).
Segundo a desembargadora, para aprovar a proposta, os parlamentares não se basearam em “dados empíricos” nem apresentaram avaliações técnicas de que as
Ela aponta ainda a existência de “inconstitucionalidade formal, por vício de iniciativa legislativa”, uma vez que o projeto, protocolado e aprovado na Alesc, cria sanções administrativas e disciplinares para servidores públicos e órgãos da administração pública, o que invade “matéria reservada à iniciativa privativa do chefe do Poder Executivo”.
A lei suspensa
Sancionado na última semana, o texto, de autoria do deputado estadual Alex Brasil (PL-SC), autoriza apenas políticas de reserva de vagas fundamentadas exclusivamente em critérios socioeconômicos, além daquelas destinadas a pessoas com deficiência e a estudantes egressos da rede pública estadual de ensino médio.
Em caso de descumprimento, a lei prevê multas de até R$ 100 mil por edital, além da suspensão do repasse de recursos públicos estaduais.
A sanção do governador gerou críticas de parlamentares e também do governo federal. A
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O fim das cotas raciais afeta especialmente a Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc), além de instituições do sistema da Associação Catarinense das Fundações Educacionais (Acafe) e de outras faculdades privadas beneficiadas com recursos públicos por meio do programa Universidade Gratuita.
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O ministro do Supremo