Minas Gerais tem papel estratégico no Brasil quando o assunto é infraestrutura. Com mais de 270 mil quilômetros, o estado possui a maior malha rodoviária do país, que conecta diversas regiões por meio de rodovias importantes, como as
Para ampliar a capacidade logística e de atendimento à população, outros projetos e obras relevantes estão em execução. Na área de transporte e mobilidade, destacam-se a
O secretário de Infraestrutura de Minas Gerais, Pedro Bruno, afirma que vários projetos se aproximam da fase de conclusão.
“Em 2025, pela perspectiva pública do investimento em infraestrutura, tivemos investimentos em infraestrutura rodoviária da ordem de R$ 2 bilhões e mais cerca de R$ 1 bilhão em outras áreas, como o Programa de Segurança Hídrica do Governo do Estado e as edificações. O grande destaque é a retomada das obras dos hospitais regionais. Nesse período, concluímos o Hospital Regional de Teófilo Otoni e o Hospital Regional de Divinópolis. Para 2026, temos a perspectiva de conclusão dos demais hospitais de Sete Lagoas, Valadares e Conselheiro Lafaiete”, destaca.
Pedro Bruno, secretário de Infraestrutura de Minas Gerais
O secretário afirma ainda que o metrô é um dos principais projetos do estado. Após a concessão do sistema, assinada em 2022, a expansão já tem etapa concluída neste primeiro trimestre.
“Depois de 23 anos, estamos inaugurando a primeira nova estação, a Novo Eldorado, que é a extensão da Linha 1. Também estamos antecipando o cronograma da Linha 2, prevista até junho, com início parcial da operação. A conclusão total está prevista para 2028”, explica.
Pedro Bruno também destaca a antecipação da compra de novos trens. “Estamos falando de investimento de alguns bilhões de reais na melhoria da mobilidade urbana, que é fundamental para uma grande metrópole como a Região Metropolitana de Belo Horizonte. O Rodoanel e o metrô são as maiores obras de transformação da mobilidade urbana da capital”, afirma.
Quase 900 obras seguem sem conclusão em Minas
Apesar dos projetos em andamento, os problemas persistem. Um relatório do ano passado, do Tribunal de Contas da União (TCU), aponta que quase 900 obras estão paralisadas em Minas Gerais — número acumulado ao longo das últimas décadas.
O presidente do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Minas Gerais (Crea-MG), Marcos Torres Gervásio, afirma que vários fatores impedem a conclusão das obras.
“Se o projeto é ruim, se a licitação foi mal feita, se a empresa vencedora não tem a qualificação ou a competência necessárias, com certeza não vamos ter o resultado esperado e, muitas vezes, nem chegamos ao produto final. Há obras de pontes, hospitais e creches paradas há anos em Minas Gerais. Sai um governo, entra outro, e surge a dificuldade de dar continuidade, inclusive para investigar o que aconteceu. É nesse ponto que a obra acaba não saindo do lugar”, detalha.
Marcos Torres Gervásio, presidente do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Minas Gerais (Crea-MG)
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