O investimento em infraestrutura nas cidades abrange tudo o que faz a vida funcionar, embora muitas vezes passe despercebido no cotidiano. Apenas em 2025, os investimentos públicos e privados bateram recorde e somaram R$ 280 bilhões no setor.
Apesar desse volume, o Brasil ocupa a 58ª posição no ranking de infraestrutura do Instituto para o Desenvolvimento de Gestão (IMD), escola internacional de negócios, figurando entre os últimos colocados da classificação.
A posição reflete limitações orçamentárias, considerando que o país tem dimensões continentais e recursos restritos. Outro fator é a escassez de projetos com planejamento de longo prazo, tanto no campo operacional quanto no financeiro.
O professor Paulo Resende, do Núcleo de Infraestrutura da Fundação Dom Cabral (FDC), aponta que o setor enfrenta custos operacionais elevados, o que dificulta o avanço das obras.
“A questão é que, quando se gera dinheiro, até se consegue iniciar a obra, mas não garantir sua continuidade. Isso acontece porque o problema está na operação, e não no capital, no investimento inicial. O projeto da ferrovia Norte-Sul, por exemplo, é de 1980 e ainda não foi concluído”, afirma.
Paulo Resende, professor do Núcleo de Infraestrutura da Fundação Dom Cabral (FDC)
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“O principal desafio é aumentar o investimento. O Brasil é um país continental e precisaria aplicar pelo menos 4% do Produto Interno Bruto. Estamos em ascensão para chegar a esse patamar, com investimentos maiores do que no passado. Mesmo em meio às tarifas impostas pelos Estados Unidos, o movimento portuário e rodoviário cresceu. Essa produção exige mais infraestrutura para o transporte”, detalha o ministro.
Renan Filho, ministro dos Transportes
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