Gestão integrada viabiliza projetos e fortalece a articulação entre setores

Coordenação entre esfera pública e participação da iniciativa privada amplia investimentos e melhora os serviços à população

Gestão integrada e parcerias público-privadas ajudam a viabilizar projetos, melhorar serviços e impulsionar o desenvolvimento urbano

O desenvolvimento urbano é moldado por diversos fatores que garantem a viabilidade das cidades. Nesse contexto, a gestão integrada aparece como um pilar fundamental, baseada na união de esforços e na articulação entre diferentes setores e níveis de governo.

A cooperação entre as esferas federal, estadual e municipal impulsiona a transformação dos serviços públicos, como a modernização da infraestrutura que exige sincronia técnica e política entre esses níveis administrativos. Embora cada um possua competências específicas, o êxito das políticas públicas depende da coordenação dessas responsabilidades.

O diretor do Programa de Gestão Pública da Fundação Dom Cabral (FDC), Paulo Guerra, afirma que a gestão deve se concentrar em três pilares centrais. “Eu preciso ter uma cidade que melhore a qualidade de vida das pessoas, não só agora, mas também no futuro, daqui a um mês, um ano, dez anos ou cem anos. Essa sustentabilidade acontece do ponto de vista temporal e se sustenta em três dimensões: ambiental, social e econômica”, afirma.

Paulo Guerra, professor e diretor da Fundação Dom Cabral (FDC)

Além de modernizar os serviços, o modelo de gestão integrada também gera efeitos positivos na economia, ao atrair novos negócios e estimular a criação de empregos em diferentes etapas da cadeia produtiva.

Para o vice-presidente da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG), Emir Cadar, a infraestrutura tem papel central na geração de oportunidades. “É o setor que mais emprega diferentes classes sociais em sua cadeia. Muitas pessoas começam como ajudantes de pedreiro ou auxiliares em obras e podem avançar para cargos de coordenação, gestão, engenharia e até posições executivas. Não existe cidade, estado ou país com infraestrutura precária e economia forte”, afirma.

Emir Cadar, presidente da Federação das Indústrias de Minas Gerais (Fiemg) e presidente do Conselho de Infraestrutura da entidade

Nesse contexto, as Parcerias Público-Privadas (PPPs) e as concessões surgem como instrumentos para viabilizar investimentos que o poder público não conseguiria realizar sozinho. Nesses modelos, o governo delega a execução dos serviços à iniciativa privada, mas mantém a responsabilidade de fiscalizar, regular e monitorar a qualidade do que é entregue à população.

O professor da Fundação Dom Cabral (FDC), Gabriel Fajardo, destaca que a participação do setor privado não elimina o papel do Estado na supervisão dos serviços. “A prefeitura não consegue atender sozinha todos os serviços do dia a dia do cidadão. Quando ela delega uma atividade à iniciativa privada por meio de contrato, continua responsável por fiscalizar, monitorar, aplicar penalidades, regular e definir os parâmetros para a prestação desse serviço”, explica.

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Jornalista formada pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC Minas), atualmente mestranda em Comunicação Social pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Já atuou na Band Minas e na TV Alterosa.
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