Mesmo com três pedidos negados pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, líderes da direita negam que a
O líder do PL na Câmara dos Deputados, Sóstenes Cavalcante, afirma que a pauta não perdeu força na militância, nem na defesa dos parlamentares aliados ao ex-presidente e declarou que a concessão da prisão domiciliar humanitária ainda é “prioridade” para a direita. “Inclusive a derrubada do veto da redução de penas”, frisou, ressaltando a derrubada do texto aprovado no Congresso após veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao PL da Dosimetria.
O deputado federal e presidente do PL de Minas Gerais, Domingos Sávio, reafirma que a luta do campo conservador pela prisão domiciliar continua sendo prioridade “por questões de saúde e razões humanitárias”. “Já colhemos a assinatura de mais de uma centena de parlamentares federais e estamos encaminhando o pedido à PGR e ao STF. Na semana que vem, estaremos em Brasília lutando pela derrubada do veto de Lula ao PL da redução de penas. Defendemos a obstrução total até a derrubada do veto”, destacou.
Sobre o arrefecimento da defesa pela domiciliar, Domingos Sávio argumenta que a pauta “apenas estava mais visível nos dias em que a situação de saúde estava mais crítica”. “Mas não podemos esperar outra crise, ou até algo pior, para defender a prisão domiciliar. Além do mais, é uma questão de isonomia, porque o ex-presidente Collor pode receber o benefício com a situação de saúde mais estável do que o ex-presidente Bolsonaro?”, argumentou.
Pedidos negados por Moraes
Feito no mesmo dia em que o ex-presidente foi preso em regime fechado pela primeira vez, em 22 de novembro do ano passado, o primeiro pedido, negado por Moraes, citava o “grave quadro clínico” de Bolsonaro, com necessidade de cirurgias “urgentes”, como o procedimento para conter as crises de soluço ao qual ele foi submetido posteriormente e a cirurgia de remoção de uma hérnia inguinal. Já na época, a defesa alegava que o ambiente prisional não teria estrutura médica adequada para acompanhamento contínuo do ex-presidente.
Protocolado em 14 de dezembro de 2025, o segundo pedido, que é um reforço do primeiro, alegou que houve piora no quadro de saúde de Bolsonaro e alegou que a condição tornou ainda mais incompatível a permanência do ex-presidente na unidade prisional. O texto diz expressamente que os novos documentos devem ser considerados como “reforço autônomo e superveniente” do pedido de prisão domiciliar já feito.
O último pedido negado por Moraes foi feito em 31 de dezembro do ano passado, em caráter de urgência, também com o argumento de que teria havido piora no quadro de saúde do ex-presidente. À época, Bolsonaro estava internado para realizar a cirurgia de remoção de hérnia inguinal e para tratamento do quadro de soluços.