As ações da mineradora Vale (VALE3) fecharam em forte queda nesta segunda-feira (26). A queda de 2,29%, com os papéis negociados a R$ 83,07, ocorreu após a empresa registrar dois transbordamentos em suas estruturas em Minas Gerais em cerca de 24 horas. Com peso significativo na bolsa, a empresa contribuiu para o
Os papéis da empresa começaram o dia em alta, mas recuaram após a confirmação de um novo transbordamento nesta segunda em uma mina da empresa em Congonhas, na região Central de Minas Gerais. Um dia antes, no domingo (25), uma outra estrutura da empresa transbordou e provocou alagamentos em Ouro Preto, na mesma região.
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A Vale enviou comunicados ao mercado nesta segunda. " A Vale esclarece que os extravasamentos de água identificados em Congonhas e Ouro Preto foram contidos. Ninguém ficou ferido e a população e as comunidades próximas não foram afetadas”, ressaltou a empresa.
Em entrevista à Itatiaia na tarde desta segunda, o vice-presidente Executivo Técnico da Vale, Rafael Bittar, minimizou possíveis impactos ambientais e ressaltou que os rios não foram contaminados.
Um dos transbordamentos da Vale aconteceu nesse domingo, dia em que o rompimento da barragem da mineradora, em Brumadinho, na Grande BH, completou sete anos, o que provocou impacto negativo no mercado financeiro, segundo analistas.
Em 25 de janeiro, a barragem Córrego do Feijão, que pertence à mineradora, entrou em colapso, matou 270 pessoas e despejou rejeitos de minério em parte da bacia do Rio Paraopeba.
Nos comunicados enviados ao mercado, a empresa fez questão de destacar que os extravasamentos não tem relação com barragens de rejeitos.
“Nenhuma das duas situações tem qualquer relação com as barragens da Vale na região, que seguem sem alterações nas suas condições de estabilidade e segurança e são monitoradas 24 horas por dia, 7 dias por semana. A Vale esclarece, ainda, que não houve carreamento de rejeitos de mineração, apenas água com sedimentos (terra)”, diz um trecho do comunicado da vale.