Will Bank: quem investiu no Banco Master pode não ter garantia do FGC

Instituição liquidada nessa quarta-feira (21) fazia parte do mesmo conglomerado do Banco Master

Will Bank foi liquidado nesta quarta-feira (21)

Investidores do Will Bank que já pediram ressarcimento no Fundo de Garantidor de Crédito (FGC) na liquidação extrajudicial do Banco Master, decretada em novembro de 2025, podem não ter direito a um novo pagamento no caso da financeira. Segundo regras do FGC, a cobertura é limitada em até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ cadastrados em um conglomerado.

Como o Will Bank faz parte do mesmo grupo do Master, os clientes podem ser afetados pela normativa do fundo. “Cabe destacar que a Will Financeira faz parte do conglomerado Master, o que pode afetar o valor estimado dos desembolsos a serem realizados pelo FGC por conta de alguns beneficiários já terem superado o limite de garantia”, disse o FGC em nota.

Por outro lado, os clientes que adquiriram produtos elegíveis à garantia antes da compra do Will Bank pelo conglomerado do empresário Daniel Vorcaro, em 30 de agosto de 2024, terão os pagamentos preservados. Depois desse marco temporal, os valores são consolidados em conjunto.

Ao todo, o FGC deve desembolsar um valor estimado de R$ 6,3 bilhões na garantia dos clientes do Will Bank. Se somados ao do caso Master, o montante sobe para R$ 46,3 bilhões. O pagamento dos investidores do restante do conglomerado do empresário Daniel Vorcaro começou na segunda-feira (21) para cerca de 800 mil pessoas que fizeram o cadastro no aplicativo do fundo.

“Os pagamentos serão realizados em conformidade com o Regulamento do FGC, com base nos dados e valores que serão determinados pelo Liquidante, nomeado pelo Banco Central do Brasil, com apoio do FGC. A quantidade de clientes e o valor a ser pago serão divulgados após a referida consolidação das informações”, destacou o FGC.

O FGC ainda ressalta que não existe prazo legal para início dos pagamentos, mas o processo pode durar em média entre 30 e 60 dias, de acordo com as últimas liquidações. “Como sempre acontece, os times operacionais empreenderão os maiores esforços para concluir a consolidação das informações no menor tempo possível”, completou.

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Jornalista formado pela UFMG, Bruno Nogueira é repórter de Política, Economia e Negócios na Itatiaia. Antes, teve passagem pelas editorias de Política e Cidades do Estado de Minas, com contribuições para o caderno de literatura.

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