Will Bank: como identificar se um banco é seguro para investir?

Liquidação do Will Bank foi a sexta do conglomerado do Master desde de novembro, transformando milhões de clientes em credores

Empresa foi liquidada pelo Banco Central nesta quarta-feira (21)

A liquidação extrajudicial do Will Bank, decretada nessa quarta-feira (21) pelo Banco Central, é a sexta no conglomerado do Banco Master, do empresário Daniel Vorcaro. A medida foi tomada após a financeira ficar inadimplente com os pagamentos da Mastercard, uma das principais bandeiras de cartões. Assim, o fechamento de mais um banco digital suscita a pergunta: ‘como saber se uma instituição financeira é segura para investir?’

Quando uma instituição financeira é liquidada, ou seja, oficialmente fechada pelo BC, seus clientes se tornam credores. Para reaver os recursos aplicados em Certificados de Depósitos Bancários (CDBs) ou na conta corrente, as pessoas devem recorrer ao Fundo Garantidor de Crédito (FGC), que reembolsa um limite de até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ, considerando todo o conglomerado.

Assim, quem já atingiu esse limite com a liquidação do Master em novembro de 2025, não possui mais direito ao ressarcimento. Nesse caso, os clientes podem reaver uma parte dos recursos somente no fim da liquidação, o que pode demorar.

Segundo a Associação Brasileira de Defesa dos Clientes e Consumidores de Operações Financeiras e Bancárias (Abradeb), a cobertura do FGC é um ponto de atenção para quem pretende investir em bancos. De acordo com a entidade, a escolha de uma instituição financeira não deve ser apenas na rentabilidade oferecida.

Além do FGC, ainda existem dois pilares no momento de escolher onde aplicar o investimento: indicadores de solidez e rentabilidade. No primeiro caso, os clientes podem consultar dados públicos para obter informações sobre a saúde do banco, como rating de crédito de agências de classificação e lucros recorrentes.

Em relação à rentabilidade, a Abradeb destaca que bancos com dificuldades financeiras podem oferecer taxas de retorno acima da média para atrair capital de forma rápida. Assim, esses títulos embutem o risco de investir na instituição.

Assim, a entidade recomenda investimentos seguros, como títulos do tesouro direto, que são 100% garantidos pelo governo federal, ou CDBs e Letras de Crédito de bancos com décadas de história.

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Jornalista formado pela UFMG, Bruno Nogueira é repórter de Política, Economia e Negócios na Itatiaia. Antes, teve passagem pelas editorias de Política e Cidades do Estado de Minas, com contribuições para o caderno de literatura.

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