Os preços do petróleo operam em forte queda e as bolsas asiáticas e europeias reagiram em alta nesta terça-feira (10), após a sugestão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de que
“Isto terminará em breve, e se voltar a começar, o golpe será ainda mais duro”, disse Trump na noite de segunda-feira (9), na Flórida, quando foi questionado sobre a ofensiva iniciada em 28 de fevereiro por Estados Unidos e Israel contra o Irã.
Os investidores reagiram rapidamente aos comentários, que provocaram uma queda dos preços do petróleo de quase 10% nas primeiras operações de terça-feira, antes de uma baixa aproximada de 5% após algumas horas. As cotações do gás na Europa caíram 15%, após a alta de quase 30% na segunda-feira.
Às 5h10, no horário de Brasília, o barril de West Texas Intermediate (WTI), referência do mercado americano, recuava 8,95%, a US$ 86,29 (R$ 451). O Brent do Mar do Norte, referência europeia, perdia 8,85%, a US$ 90,20 (R$ 471). As duas cotações operaram em queda de 10% no início da sessão.
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O contraste é forte na comparação com essa segunda-feira (9), quando os preços se aproximaram de US$ 120 por barril nos mercados asiáticos, com altas de mais de 30%.
Por sua vez, os preços do gás na Europa caíram cerca de 15%. O contrato de gás natural TTF holandês, considerado a referência europeia, recuou para cerca de € 48 (R$ 292), depois de uma alta considerável na segunda-feira.
A queda do preço do petróleo contribuiu para uma recuperação das bolsas asiáticas, após as quedas expressivas da véspera. Nesta terça-feira, Seul fechou em alta de 5,4% e Tóquio avançou 2,9%. Hong Kong ganhou 2,2% e Xangai 0,7%.Londres, Paris, Milão, Frankfurt e Madri também iniciaram a sessão em alta.
Na segunda-feira, os três principais índices de Wall Street fecharam em forte alta, depois que reverteram as intensas vendas iniciais, embora os contratos futuros tenham registrado queda nesta terça-feira.
Além da declaração de Trump, os mercados receberam de forma positiva os sinais revelados pela reunião do G7, cujos ministros das Finanças afirmaram na segunda-feira que estão prontos para recorrer às reservas estratégicas de petróleo para conter uma alta nos preços.
Apesar do contexto, o Egito anunciou um aumento de até 30% dos preços dos combustíveis no mercado interno. O governo atribuiu a medida às pressões energéticas mundiais “excepcionais” provocadas pela guerra no Oriente Médio.
Os aumentos, anunciados pelo Ministério do Petróleo, serão aplicados à gasolina, ao diesel e ao gás natural utilizados nos veículos.
*Com informações da AFP
(Sob supervisão de Alex Araújo)